sábado, 21 de julho de 2018

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Os "meninos" que mataram os pais




Os "meninos" que mataram os pais...não deveria ser motivo de ibope, muito menos virar filme!

Por Sandra Domingues

Essa semana fomos pegos de surpresa com as notícias veiculadas sobre o Filme que será produzido, cujo enredo baseia se em acontecimentos que envolvem o crime e o julgamento de Suzane von Richthofen e Daniel Cravinhos que serão retratados no filme "A menina que matou os pais”.

É vergonhoso todo ibope que foi dado, ao longo desses 16 anos, a esse caso, onde uma "garota" mimada resolve dar fim a vida dos pais e acaba virando "pop star", com direito à fã clube, selfies...e agora virar história de cinema e ainda faturar em cima da morte dos próprios pais. 

De acordo com a notícia "O filme traz um tema que muita gente conhece e tem ideias preconcebidas, mas as pessoas não sabem o mais importante, que é o motivo que levou a filha , junto com seu namorado, a matar os pais."...com coisa que exista algum "motivo", no mundo, que justifique tamanha barbaridade e crueldade!

O roteiro é da criminóloga Ilana Casoy, cujo filho, Dr. Marcelo Feller, é o advogado de defesa do assassino Gil Rugai, que foi em 2013 condenado a 33 anos e 9 meses de prisão pelo assassinato de seu pai, Luiz Carlos Rugai, e sua madrasta, Alessandra de Fátima Troitino. O crime ocorreu em 2004, dentro da residência do casal em Perdizes, na Zona Oeste da capital.

A inversão de valores, nesse país de Leis Brandas, nos causa grande revolta e indignação. É inconcebível, em ambos casos, que os assassinos, julgados e condenados, pela morte de seus pais, sejam tratados como estrelas de cinema e ainda há quem "tente" justificar o injustificável!

quarta-feira, 4 de julho de 2018

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"Sociopata" fria, calculista...prestes a ganhar liberdade!!!


Por Sandra Domingues

INACREDITÁVEL!!! Revoltante ler uma matéria dessas! 

A assassina Vania Basílio Rocha, atualmente com 21 anos, está prestes a ganhar as ruas...

Considerada como sociopata, uma pessoa completamente sem sentimentos e remorsos poderá fazer novas vítimas, com o aval do Estado, que aplica os benefícios de uma Lei arcaica, onde matar compensa e vira até diversão, já que condenada à 13 anos, em regime fechado, confessou o crime, alegando que "queria matar alguém" e afirmou não se arrepender, cumpriu apenas 3 anos e já ganhará a liberdade.

É vergonhoso e inaceitável que uma assassina fria e calculista, que comete um crime desses, pelo puro prazer de matar...tenha sido condenada somente à 13 anos de prisão, tenha a pena diminuída para 8 anos e 4 meses e ainda tenhamos que "engolir" que ela cumpra apenas 3 anos e seja devolvida à sociedade, colocando em risco vidas inocentes!

"O BRASIL QUE EU QUERO É UM PAÍS LIVRE DESSAS LEIS IMUNDAS" (Sandra Domingues)

Da notícia

Vania Basílio Rocha, presa por matar o ex-namorado, Marcos Catanio Porto de 26 anos, a facadas no ato sexual, deve progredir ao regime semiaberto nos próximos dias em Vilhena (RO). De acordo com o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), a acusada teve progressão na pena por ter feito atividades de remição no presídio feminino da região.

Vania está presa desde o dia do crime, em 30 de dezembro de 2015, e apresenta bom comportamento. Ela foi julgada pelo Tribunal do Júri em setembro de 2016 e condenada a 13 anos de prisão. Porém, a Defensoria Pública de Rondônia (DPE-RO) entrou com recurso e o TJ diminuiu a pena para oito anos e quatro meses.

A princípio, a previsão era de que a Vania mudasse para o regime semiaberto em setembro deste ano. Contudo, ela participa de atividades de remição de pena, o que reduz os dias de prisão em regime fechado.

Conforme o Presídio Feminino de Vilhena, Vania faz artesanato, resenha de livros e estuda. Dessa forma, em três dias de trabalho, ela reduz um dia de pena. A cada 12 horas de estudo, ela abate um dia de prisão. E a cada resenha feita, a pena é reduzida em quatro dias.

Crime

Vania, na ocasião com 18 anos, matou o ex a facadas durante o ato sexual, na casa dele, em dezembro de 2015. Na época, ela confessou o crime e disse: "queria matar alguém". 

"Eu tapei o olho dele. Aí peguei a faca e meti nele. Ele reagiu e veio para cima de mim e eu fui para cima dele também. Eu enforquei ele e aí comecei a meter [facadas] em outras partes do corpo dele. Daí, ele gritou socorro e a porta estava trancada. O irmão dele quebrou a janela. Quando o irmão dele entrou, ele já estava quase morrendo. Fiquei olhando olho no olho até ele morrer", narrou Vania.



O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que Marcos levou 11 facadas, no pescoço, abdômen, braços, mão e pernas. Segundo um croqui divulgado pela Polícia Civil, a perfuração de faca no pescoço foi a que causou a morte do rapaz.

Antes do assassinato, Vania chegou a escrever um post no Facebook afirmando não ter sido uma má namorada.

Um laudo feito dias depois da prisão revelou que Vania é sociopata. Quando já estava presa no Presídio Feminino, em 2016, Vania ateou fogo nos colchões da cela.
No júri em que foi condenada, em setembro de 2016, a assassina fez cara de fúria ao ouvir a sentença. Em setembro de 2017, Vania foi agredida por uma detenta e chegou a sair para registrar boletim de ocorrência, mas não conseguiu.

Informações do G1

quinta-feira, 29 de março de 2018

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10 anos sem Isabella Oliveira Nardoni

10 ANOS SEM A PEQUENA ISABELLA

Por Sandra Domingues 

Hoje completam 10 anos do assassinato perverso e cruel que vitimou a pequena Isabella Oliveira Nardoni e marcou nossos corações. 

Devido a grande repercussão do caso e comoção social, os seus algozes, pai e madrasta, foram presos 2 meses após o assassinato e aguardaram o julgamento presos. Julgamento esse que aconteceu 2 anos após o crime, onde ambos foram condenados; sendo o pai à 31 anos e a madrasta 26 anos, em regime fechado. 

Porém, 9 anos após o crime bárbaro a justiça já havia concedido à assassina o "direito" de cumprir a prisão em regime semiaberto e desde então passou a ter "direito" as saidinhas temporárias, em datas comemorativas. 

Datas essas onde a assassina pode rever, abraçar, beijar e curtir os filhos e familiares..."Direito esse que a pequena Isabella e sua família nunca terão"! 

E nesses 10 anos vários outros crimes hediondos, macabros, perversos, cruéis aconteceram contra crianças e em boa parte deles sendo os algozes: mães, madrastas, pais e padrastos.
Enquanto não for revisado o Código Penal, com leis e penas mais rígidas...quantos casos mais, que nos dilaceram o coração, ainda teremos que assistir ?! Quantas famílias ainda terão que conviver com a dor da saudade e da impunidade?!

Que o seu caminho, pequena estrelinha, seja sempre de luz e que Deus continue confortando o coração de sua mãezinha, vovós e todos os seus familiares. Meu carinho eterno à família Oliveira, em especial à querida amiga, vovó Oliveira Rosa.
Isa Estrela Bella...ETERNAMENTE EM NOSSOS CORAÇÕES 

Sobre o caso:

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

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Caso Lewdo - Gratidão...a memória do coração


GRATIDÃO A MEMÓRIA DO CORAÇÃO

Em 30/04/2015 recebi essa linda mensagem do querido amigo Lewdo Bezerra, na data do meu aniversário...5 meses após a terrível tragédia que havia acontecido em sua vida. 

Nunca, em nenhum dos casos mais de 500 casos que atuei, na Busca por Justiça, o reconhecimento foi tão importante como esse, pois veio em um momento em que estava completamente fragilizada e desacreditada da luta, por diversos e inúmeros motivos e essa mensagem me fez acreditar que nada foi em vão...que toda minha dedicação e luta, nesse e em todos os casos que atuei, foi imprescindível e fundamental.

Depois de 7 anos encerrei o trabalho com as vítimas de violência, mas saí de cabeça erguida...Fui até onde Deus determinou e me guiou! Certa da minha missão cumprida!


Mas, mesmo sem estar atuando...o caso Lewdo foi um dos que acompanhei até o seu desfecho final, além do envolvimento emocional que tive com esse drama, mesmo sem conhecer pessoalmente nenhuma das partes e nem os familiares, foi também por uma questão de honra e valeu à pena ver a Justiça ser feita!

Esse trabalho, voluntario, que exerci, durante 7 anos, com os familiares de vítimas de violência, me fez crescer como ser humano, aprendi muito, mas muito mesmo...ainda que tenha, por muitas vezes, pago um preço alto demais, só Eu e Deus sabemos das coisas que abdiquei, o quanto me doei e o quanto sofri, com cada caso que acompanhei...e o seu desenrolar.

Carreguei mais de 500 cruzes nas costas, como se fossem minhas...e não pesavam, pois as mãos de Jesus me ajudavam e me sustentavam. 

Se necessário fosse faria tudo novamente, porém, hoje, amadurecida...seria mais cautelosa, em diversos aspectos.

A minha "Saga com as Vítimas de Violência" é digna de um Livro...com direito a umas 3 edições.


"Deus me chamou pelo amor e não pela dor...Dou-lhe graças por isso" 
(Sandra Domingues)


Foto reprodução texto Facebook

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

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CASO LEWDO - JUSTIÇA FEITA...ASSASSINA JULGADA E CONDENADA


Arte: Solange Vieira

Depois de 3 longos anos, de um crime perverso e cruel, a justiça foi feita!

Na data de 28/11/2017 CRISTIANE RENATA COELHO, ACUSADA FORMALMENTE PELO MINISTÉRIO PUBLICO DO CEARÁ FOI JULGADA E CONDENADA PELO TRIBUNAL DO JÚRI à 32 anos de prisão em regime fechado.

Desde o primeiro instante, que tomei conhecimento desse triste caso, horas após o crime, não tive dúvidas...A ASSASSINA ERA ELA...e não me enganei!!! 

Foram horas, meses, mostrando o outro lado da moeda, apoiando o delegado, advogado de acusação...levando informações relevantes e auxiliando elucidar esse crime macabro.

Agradeço a todos os membros do Grupo Justiça é o que se Busca, hoje extinto, por toda confiança e apoio, por terem estado meses ao meu lado cobrando justiça para esse caso, em especial à amiga Solange Vieira, que desde o primeiro momento acreditou em minha intuição e nos ajudou com informações e com a confecção dos folders, que foram divulgados ao longo desses 3 anos. Estendo os meus agradecimentos à polícia do Ceará, aos peritos criminais, ao promotor, advogado e delegado do caso, por todo empenho e comprometimento para que a JUSTIÇA fosse feita.

Missão cumprida!!! Honra e Dignidade lavadas...EU não caluniei e nem difamei ninguém...SÓ MOSTREI A VERDADE!!!

Que o pequeno Lewdinho possa descansar em paz e seu caminho seja de muita luz. E que o querido amigo Francileudo e seu filhinho Lucas possam ser muito felizes. 

Todas as informações sobre esse CRIME PERVERSO podem ser vistas aqui no Blog...no link a seguir: CASO SUBTENENTE LEWDO BEZERRA

Veja na Integra a sentença, no link a seguir: SENTENÇA

domingo, 1 de outubro de 2017

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Caso Lewdo Bezerra - Júri Popular acontecerá em novembro de 2017

Arte: Solange Vieira

CRISTIANE RENATA COELHO IRÁ A JULGAMENTO PELA MORTE DO FILHO E TENTATIVA CONTRA O EX-MARIDO.

Cristiane foi denunciada por homicídios triplamente qualificados (um consumado e outro tentado). Em ambos os casos, as qualificadoras são motivo fútil, emprego de meio cruel (veneno) e utilização de recurso que impossibilitou defesa da vítima.

O caso

Segundo a denúncia do Ministério Público do Ceará (MP/CE), Cristiane Renata teria envenenado o marido e o filho com chumbinho, após haver simulado agressão física que incriminasse o esposo. No entanto, Francileudo sobreviveu e negou a acusação da mulher.

A ré teve a prisão preventiva decretada em 5 de maio de 2016. No último dia 29, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) negou pedido de liberdade para ela.” 

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

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Retratação Judicial

MANDA QUEM PODE; OBEDECE QUEM TEM JUÍZO 

NOTA:

Por determinação do Exmº Sr. Juiz de Direito da Vara Criminal do Estado de Pernambuco, em audiência de CONCILIAÇÃO, realizada aos 12/12/2016, segue:
Eu, Sandra Domingues, venho por meio desta NOTA desculpar-me publicamente por ter imputado ao Sr. Francisco das Chagas  Soares Coelho e sua filha Cristiane Renata a prática de crimes os quais não sei se efetivamente ocorreram e dos quais não posso apontar a autoria, fatos que acabaram por macular a honra dos referidos senhores, o que fiz sem a deliberada intenção de ofender.

13/12/2016

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

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2 anos sem o pequeno Lewdinho


Dois anos se passaram, da triste tragédia que vitimou o pequeno Lewdinho!

Apesar da acusada FORMALMENTE pelo Ministério Público estar aguardando o julgamento presa, a data do julgamento AINDA não foi marcada...o que muito me preocupa, uma vez que ela pode ser, a qualquer momento, colocada em liberdade por excesso de tempo presa sem ser julgada.
Do crime:

O pequeno Lewdo Ricardo Coelho Severino, de apenas 9 anos, que era autista, foi morto, envenenado com chumbinho, colocado no sorvete, PELA PRÓPRIA MÃE; Cristiane Renata Coelho. Além de matar o filho envenenado, Cristiane também envenenou o até então marido, o querido subtenente do Exército Brasileiro Francileudo Bezerra Severino.  Os viu agonizar e quando estava certa de que estavam mortos chamou o resgate. Com a chegada da polícia, uma vez que o subtenente ainda estava vivo, foi dado a ele voz de prisão, mesmo em coma, diante das falsas acusações da esposa, que imputou a esse a autoria do crime, ocorrido na madrugada de 11/11/2014, no bairro Dias Macedo, em Fortaleza-CE.

O inquérito policial, presidido pelo delegado Dr. Wilder Brito, foi finalizado e entregue ao Ministério Público no dia 27 de abril, sendo Cristiane indiciada por matar um dos filhos do casal e tentar assassinar o marido. No dia 04 de maio promotor de Justiça Humberto Ibiapina a pronunciou e no dia 07 a juíza Daniela Lima da Rocha, da 3ª Vara do Júri do Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza  acatou a denuncia e expediu o mandado de prisão. Cristiane foi presa no dia 08 de maio de 2015 e deve aguardar o julgamento presa.

Cristiane Renata Coelho responderá por homicídio e tentativa de homicídio triplamente qualificado e pode pegar de 12 a 30 anos de prisão, em regime fechado.

Nossos sinceros agradecimentos ao Delegado Dr. Wilder Brito Sobreira, advogado Dr. Walmir Medeiros, promotor Humberto Ibiapina e Juíza Daniela Lima da Rocha.

Que o seu caminho seja de luz, pequeno anjo...que a Justiça seja feita e que Deus continue confortando o coração do seu papai, do seu irmãozinho e de todos os seus familiares.

Que a JUSTIÇA seja feita!!!

domingo, 13 de março de 2016

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Missão cumprida...CASO PEDRINHO ENCERRADO!!!


CASO PEDRINHO: QUASE 8 ANOS PARA QUE A JUSTIÇA FOSSE FEITA

Descanse em paz, meu pequeno anjo.
JUSTIÇA foi feita, que seu caminho seja sempre repleto de luz e você possa descansar em paz.
Meus sinceros agradecimentos a todos que nesses quase 8 anos ajudaram com emails, protestos, abaixo-assinado, em prol de justiça para o Pedrinho.

O pequeno Pedro Henrique Marques Rodrigues, faleceu aos 5 anos de idade, no dia 12 de junho de 2008, na cidade de Ribeirão Preto, vítima de embolia gordurosa, provocada por uma fratura no pulso, morreu depois de agonizar por 12 horas, conforme os laudos, com 65 hematomas pelo corpo e 2 costelas fraturadas, uma inclusive em fase de cicatrização, o que prova que a criança já vinha sendo espancada e veio ao óbito, vítima de Tortura.

No dia 06 de dezembro de 2012, no TJSP, os Desembargadores, por unanimidade, votaram a favor da decisão da Desembargadora Relatora, Dra. Rachid Vaz de Almeida, que acatou o Recurso do promotor José Roberto Marques, da Comarca de Ribeirão Preto, e determinou a mudança de maus tratos para TORTURA e CONDENOU os réus: Juliano Aparecido Gunello (padrasto) a 10 anos, 10 meses e 10 dias e Kátia Marques ("mãe") a 9 anos, 8 meses e 20 dias, ambos em REGIME FECHADO e não em regime semiaberto como havia decidido, em 2010, o Juiz Sylvio Ribeiro de Souza Neto. Mas até o momento ainda não vimos de fato a Justiça ser feita pelo Pedrinho, os seus algozes continuaram recorrendo e aguardando os infinitos recursos em liberdade e lá se passaram quase 8 anos de IMPUNIDADE, visto que o crime aconteceu em 2008 e até então os responsáveis pela morte do pequeno, apesar de julgados e condenados, não haviam pagado pelo crime cometido!

A Equipe da DIG (Delega­cia de Investigações Gerais) de Ribeirão Preto prendeu na manhã de 19/02/2016 o padrasto, Juliano Gunello sob pedido do Ministério Público Estadual (MPE), am­parado legalmente na nova jurisprudência baseada na decisão proferida na audi­ência plenária da sessão da quarta-feira, 17, do Supre­mo Tribunal Federal (STF) em autorizar a prisão de condenados, em segunda instância. Ele foi condenado por torturar e provocar a morte da criança.
A decisão do Supremo Tribunal Federal promove a mudança para o cumprimen­to da pena, autorizando que ela ocorra antes do trânsito em julgado da condenação, quando não há mais possibilidade de recursos, de fato somente após julgamento na terceira instância.

O mandato de prisão para o padrasto Juliano Gunello, foi expedido pela juíza Caro­lina Gama, da 2ª Vara Crimi­nal de Ribeirão, com base no pedido de execução provisó­ria, requerido pelo promotor José Roberto Marques. Já o mandato de prisão da mãe de Pedrinho, Kátia Marques, também condenada em se­gunda instância pela morte da criança, foi determinado concomitantemente, mas ela ainda não havia sido localizada pelos policiais civis, sendo conside­rada foragida, sendo presa no dia 1º de março, em Ribeirão Preto (SP).
O pedido de prisão do casal foi baseado na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que mudou a jurisprudência sobre a prisão para o cumprimento da pena, autorizando que ela ocorra antes do trânsito em julgado – quando não há mais possibilidade de recursos.

Kátia Marques e o empresário Juliano Gunello foram condenados em segunda instância pela morte do menino. Kátia recebeu sentença de nove anos e oito meses de prisão e Gunello, dez anos e dez meses. Ambos em regime fechado, mas respondiam ao processo em liberdade.
Kátia foi presa em uma casa do Parque Ribeirão, na zona oeste da cidade, após denúncia anônima. Ela era procurada há 11 dias, depois que o promotor do caso, José Roberto Marques, pediu a prisão da mãe de Pedrinho e do padrasto do menino, preso no mesmo dia.

"Ela percebeu pelo vidro da sala e correu até o quarto, eu entrei, perguntei o nome dele e de imediato disse que o nome dela era Kátia e que encontrava-se foragida pela Justiça", disse o cabo da polícia Márcio Flordelis.
Ela foi presa em flagrante e levada para a cadeia de Cajuru (SP) na quarta-feira (2). Na tarde de terça, o advogado de defesa Luiz Carlos Bento, já tinha entrado com pedido de habeas corpus para a soltura do casal.

Para o promotor José Ro­berto Marques “O Tribunal já julgou, fez a reavaliação das provas, manteve a condenação e ainda classificou como tortura seguida de morte, ou seja, acresceram reclusão a pena”, comentou. E esclareceu também que “houve uma condenação em primeira instância de maus-tratos seguidos de morte, recorri e o Tri­bunal de Justiça reclassificou as sentenças”.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

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Sandra Domingues entre os Cem Mais do Prêmio zaP


“Porque há esperança para a árvore, pois mesmo cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus rebentos. Se envelhecer na terra a sua raiz, e no chão morrer o seu tronco, ao cheiro das águas brotará, e dará ramos como planta nova" (Jó 14: 7 - 9). 

"A cada vitória alcançada ou obstáculo superado, sua lembrança estará presente. Obrigada por fazer parte da nossa história, lutando e trabalhando com Solidariedade em prol do semelhante, da diversidade cultural, da arte e da Paz!" (Elizabeth Misciasci) 

Agradeço mais uma vez a humanista, amiga e jornalista Elizabeth Misciasci​ por todo carinho e reconhecimento.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

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Quando me amei de verdade

Sandra Domingues

Quando me amei de verdade 

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome...Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje sei que isso é...Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de...Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é...Respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama...Amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é...Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a...Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é...Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.

Tudo isso é...Saber viver!

Charles Chaplin

sábado, 5 de dezembro de 2015

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Já perdoei erros quase imperdoáveis, mas a vida é muito para ser insignificante

Sandra Domingues 

"Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas que eu nunca pensei que iriam me decepcionar, mas também já decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, e amigos que eu nunca mais vi.
Amei e fui amada, mas também já fui rejeitada, fui amada e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, e quebrei a cara muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos, já liguei só para escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).
Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!
Viva!!
Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante." 

Charles Chaplin

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

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Edilson Barros tinha razão: "O CORNO É O ÚLTIMO A SABER"

* Postado por Edilson Barros em 19/11/2014 no seu perfil do Facebook

Por Sandra Domingues 

Mas menino, não é que o cabra tinha razão em dizer que o CORNO é o último a saber! Será que ele já sabe que ele não era o único na vida da Pretty Woman? 

Em entrevista concedida ao Tribuna do Ceará, no dia em que completa 1 ano dessa triste tragédia, o delegado responsável pelo caso diz:

“Nada dela eu me admirei, sou professor de criminologia na Academia de Polícia Civil do Estado e constatei nela o perfil de uma sociopata, mas o que me chamou atenção nisso tudo foi a capacidade que ela teve de criar e elaborar esse plano. Vi também que ela já traía o marido há muito tempo, e não era com uma só pessoa. Ela trocava diversas fotos nuas via WhatsApp com eles”. O delegado Wilder Brito preferiu não evidenciar por se tratar da vida pessoal da ré.

Uma coisa é certa...se não fosse o trabalho diário e continuo, por meses e meses...desde o primeiro dia do ocorrido...feito pelos membros do grupo JUSTIÇA É O QUE SE BUSCA, com protestos, emails, abaixo-assinado, envios de fotos, prints...etc...etc...etc...e cobrança continua da aplicação da justiça...esse seria SÓ MAIS UM entre tantos outros casos de crimes sem castigos e casos sem solução! Algumas semanas após o crime ninguém mais ouviria falar sobre esse, que ficou conhecido como caso Lewdo Bezerra.

Parabéns ao advogado, delegado, peritos, promotor, juíza, e Justiça Cearense!!!!

Orgulhosa do empenho e de todo trabalho que foi feito pelo Grupo Justiça é o que se Busca. Agradeço também ao Dr. Walmir Medeiros e Dr. Wilder Brito Sobreira por nos apoiarem e acreditarem na nossa luta...e darem as respostas que tantos buscávamos.

"Quando a sociedade se cala a impunidade ganha voz" (Sandra Domingues)

Mas ainda aguardamos a apuração do envolvimento do amante nesse caso, pois é óbvio e notório a participação dele na articulação desse crime, são inúmeras as evidências que o colocam como có-autor. Na véspera do trágico ocorrido Cristiane Renata Coelho enviou para o amante uma foto de um rato e veneno para matar ratos, ao passo que esse respondeu: MASSA!

* No dia 19/11, passados 8 dias da tragédia, que vitimou o pequeno Lewdo Ricardo, com o subtenente Lewdo Bezerra em coma, Adilson Barros, o amante de Cristiane, tripudiava em seu perfil no facebook, parodiando o seriado Auto da Compadecida, onde em uma das cenas o João Grilo diz:

-Rapaz, se o padeiro descobre você se lasca!
-Descobre naaaaada, rapaz. O corno é sempre o último a saber.


Confiram no link a seguir, a reportagem concedida pelo delegado, responsável pelo caso, na data em que completa 1 ano desse trágico crime: Tribuna do Ceará


terça-feira, 10 de novembro de 2015

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1 ano sem o pequeno Lewdinho...que a justiça seja feita

 
Artes: Solange Vieira

Por Sandra Domingues 

No dia 11 de novembro de 2014 acontecia a triste tragédia que vitimou o pequeno autista de 9 anos Lewdo Ricardo Coelho Severino, que foi envenenado, pela própria mãe, com chumbinho, veneno esse colocado dentro da mamadeira, no milkshake de morango, o preferido da criança. O crime aconteceu no bairro Dias Macedo, em Fortaleza-CE.

Ativistas do Grupo Justiça é o que se Busca, em São Paulo, que veem acompanhando o caso desde o primeiro dia e lutando para que a justiça seja feita, marcaram uma missa de 1 ano para o pequeno Lewdinho que será realizada amanhã (11/11) às 20h na igreja São Judas Tadeu, zona Sul de São Paulo.

Nessa semana que completa  1 ano da tragédia o subtenente Francileudo Bezerra Severino deu uma entrevista ao Tribuna do Ceará, que fez a cobertura completa do caso, nela ele fala de como tem sido sua rotina com o outro filho do casal, o pequeno Lucas, que agora está sob a sua guarda…e verdadeiramente protegido. 

Vejam no link a seguir: Tribuna do Ceará


Do ocorrido:

O pequeno Lewdo Ricardo Coelho Severino, de apenas 9 anos, foi morto, envenenado com chumbinho, colocado no sorvete, pela própria mãe, Cristiane Renata Coelho. Além de matar o filho envenenado, Cristiane também envenenou o marido, o subtenente do Exército Brasileiro Francileudo Bezerra Severino

A assassina os viu agonizar e quando estava certa de que estavam mortos chamou o resgate. Com a chegada da polícia, uma vez que o subtenente ainda estava vivo, foi dado a ele voz de prisão, mesmo em coma, diante das falsas acusações da esposa, que imputou a esse a autoria do crime, ocorrido na madrugada de 11/11/2014, no bairro Dias Macedo, em Fortaleza-CE.

O inquérito policial, presidido pelo delegado Dr. Wilder Brito, foi finalizado e entregue ao Ministério Público no dia 27 de abril de 2015, sendo Cristiane indiciada por matar um dos filhos do casal e tentar assassinar o marido. No dia 04 de maio promotor de Justiça Humberto Ibiapina a pronunciou e no dia 07 a juíza Daniela Lima da Rocha, da 3ª Vara do Júri do Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza  acatou a denuncia e expediu o mandado de prisão. Cristiane foi presa no dia 08 de maio de 2015 e deve aguardar o julgamento presa.

Em 29/09/2015, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) negou pedido de liberdade para Cristiane.

A juíza Daniela Lima da Rocha pronunciou em 05/10/2015 Cristiane Renata Coelho por homicídios triplamente qualificados. Assim, a ré será submetida a julgamento pelo Tribunal Popular do Júri, porém o julgamento ainda não tem data marcada.

Cristiane Renata Coelho responderá por homicídio e tentativa de homicídio triplamente qualificado e pode pegar de 12 a 30 anos de prisão, em regime fechado.

Confiamos no excelente trabalho feito pelo Dr. Walmir Medeiros, advogado do subtenente, do delegado, promotor, peritos e juíza, envolvidos nesse crime trágico e esperamos que a justiça seja feita e todos os envolvidos paguem pela monstruosidade praticada contra esse anjo inocente!

Que o pequeno Lewdinho possa descansar em paz e Deus restitua a vida do subtenente Lewdo e do pequeno Lucas. Que todos os momentos de dor e sofrimento pelos quais pai e filho passaram sejam revertidos em forma de bênçãos e que sejam muito felizes.



segunda-feira, 5 de outubro de 2015

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Participação de Sandra Domingues em Orestes - O Filme


Em cartaz nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Fortaleza e São Luis. 

Em fevereiro de 2013 fui convidada para participar do Elenco do Filme “Orestes”, que mistura ficção com realidade. Foi uma experiência muito difícil, visto que estava em meio a pessoas dos “Direitos Humanos”, vítimas, torturadas e familiares de vítimas que foram mortas, na época da Ditadura. Também participaram da trama familiares de vítimas, de “supostos” marginais, mortos por policiais, sendo que um dos casos, acompanhados pelo Grupo Justiça é o que se Busca, era do filho do Daniel Eustaquio de Oliveira, que conseguiu provar a inocência do filho César, morto em 2012, sendo que os 6 PMs acusados foram julgados e condenados em janeiro desse ano, e eu que defendia as vítimas de: Homicídio, Latrocínio, Trânsito, Erro Médico, Bala Perdida…enfim, vítimas da violência.

Foram 4 finais de semana de gravação, um mês, que mais pareceu um ano…e mexeu demais com todos os participantes, pois cada um, dentro da sua ótica, enxergava a situação de uma maneira diferente. Atuei representando a dor de 500 famílias, de casos acompanhados pelo Grupo Justiça é o que se Busca e tomei como minha a dor de cada pai, cada mãe, que ali defendia, citando em especial o caso das 12 crianças mortas dentro de uma escola em Realengo, no Rio de Janeiro. 

Foi sem duvida, uma experiência muito difícil, mas agradeço o convite do Rodrigo Siqueira e o carinho de todos os participantes, em especial à Marisa Greeb e José Roberto Michelazzo, que ao final da dramaturgia entenderam a minha posição, uma vez que fui totalmente coerente e fiel as minhas convicções e àquilo que acredito e defendo, ainda que não tenha conseguido retratar com fidelidade o meu “ponto de vista” sobre à Pena de Morte.

O Filme misturou ficção e realidade, inventando um crime a partir de fatos reais e o levou a um debate público e a tribunais do júri simulados. O documentário, com cenas nada ensaiadas, foi gravado no prédio vazio do DOI-Codi de São Paulo e no Teatro Taib, no Bom Retiro.


SINOPSE: A filha de uma militante política traída e executada, um policial, uma defensora da pena de morte, um ex-preso político, pais que perderam seus filhos, um advogado, um promotor e uma enfermeira que lida diariamente com o resultado da violência são alguns dos personagens que se confrontam nesta reflexão sobre os mecanismos da justiça e as possibilidades de resgate das culpas e dívidas de várias gerações. Fantasmas da ditadura, posições antagônicas sobre responsabilidade, ética e punição e os próprios ritos, tanto dos tribunais como da tragédia grega, são passados no fio da navalha.

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TJ-CE nega liberdade à assassina que matou o filho com sorvete envenenado

Arte: Solange Vieira

Esperamos que esse monstro, em corpo de mulher, aguarde o julgamento presa, seja condenada à pena máxima e responda pelos crimes cometidos.
Aguardamos ainda que "outros" (amante, irmã, sobrinha) "envolvidos" nesse crime macabro também sejam investigados e devidamente punidos. A morte do pequeno Lewdinho não pode ficar IMPUNE!

Continuamos acompanhando o caso, e acreditando que a JUSTIÇA será feita!


Matéria: G1 Ceará

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará negou pedido de liberdade para Cristiane Renata Coelho Severino Coelho, acusada de matar o filho com sorvete envenenado e de tentar assassinar o ex-marido, o subtenente do Exército Francileudo Bezerra. A decisão foi tomada por unanimidade na sessão do dia 29 de setembro. Cristiane Coelho foi denunciada por homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, meio cruel e recurso que dificulte a defesa da vítima).

De acordo com decisão do relator, desembargador Haroldo Correia de Oliveira Máximo, a prisão da acusada deve ser mantida pela pela periculosidade do crime cometido. O magistrado destacou que há necessidade de prisão “para o fim de resguardar a ordem pública, pois a acusada [Cristiane], teria, em tese, planejado, com meses de antecedência, a morte de seu companheiro, e mais grave, de seu filho".

A defesa de Cristiane pediu a revogação da prisão preventiva pela aplicação e medida cautelar alegando constrangimento ilegal pela falta de fundamentação no decreto prisional. Quanto a aplicação de medidas cautelares, o relator entendeu que é inadequado a substituição. "Justifica-se em razão da gravidade concreta da conduta, não se mostrando, pois, suficiente para atender às exigências do caso".

De acordo com denúncia do Ministério Público do Estado (MPCE), a ré teria administrado veneno (chumbinho) para o esposo e filho, e logo após simulado uma suposta agressão física para incriminar o marido. No entanto, Francileudo sobreviveu, após ficar vários dias em coma, e negou a acusação da mulher. Depois de acareação entre o casal, ficou revelada a inconsistência da versão de Renata.

Cristiane Coelho teve a prisão preventiva decretada em 5 de maio, pela juíza Daniela Lima da Rocha. A juíza também determinou a quebra de sigilo do perfil social em rede social (Facebook) e de e-mails da acusada e da vítima Francileudo Bezerra, relativos ao período de julho de 2013 a janeiro de 2015. A juíza entendeu que o "interesse público deve se sobrepor à proteção constitucional do sigilo individual, para aferição de possível coautoria do delito".

Na decisão, a juíza ressaltou que os laudos periciais somados aos depoimentos e acareações "demonstram, sem margem de dúvida, a materialidade delitiva, prova de onde também exsurgem mais do que indícios de que Cristiane Renata Coelho Severino utilizou-se de veneno para rato, conhecido popularmente por chumbinho, para ceifar a vida do filho e tentar contra a vida do marido”.

Cristiane Coelho foi indiciada no dia 27 de abril por tentativa de homicídio triplamente qualificado contra o então marido, e por homicídio triplamente qualificado do filho. Com a decisão, Cristiane passou à condição de ré em ação penal e tem prazo de 10 dias para apresentar a defesa das acusações.
Entre os agravantes dos crimes estão motivo torpe, com emprego de veneno, com recurso que torna impossível a defesa, além da vítima ser criança e filho de Cristiane. Se condenada, Cristiane Coelho pode pegar até 30 anos de prisão.

O crime

Na madrugada de 11 de novembro de 2014, o subtenente do Exército Francileudo Bezerra e seu filho Lewdo Bezerra ingeriram veneno para rato conhecido como "chumbinho". A substância foi encontrada no sifão da pia da cozinha da casa do casal.  O pai ficou internado durante 32 dias no Hospital Geral do Exército, em Fortaleza, dos quais em coma por uma semana, e se recuperou.

O militar chegou a ser apontado como suspeito de homicídio, porque no primeiro depoimento a mulher, Cristiane, contou à polícia que ele tinha matado o filho com tranquilizantes e tentado se matar, além de agredi-la. "A Cristiane, que dizia ter sido espancada pelo marido, matou o filho envenenado fazendo uso de sorvete de morango. Não há mais dúvida", afirmou o delegado Wilder Brito, presidente do inquérito.

A motivação do crime, de acordo com as investigações, seria um seguro do Exército de cerca de R$ 150 mil, os soldos do militar e um outro seguro que o subtenente havia feito em nome do filho mais velho. “Ela era a principal beneficiária. O pessoal do Exército, os militares, têm um seguro e ela seria a principal beneficiária. Além disso, além do seguro, ela seria  pensionista do Exército, ela não precisaria trabalhar, todo mês o dinheiro ia cair na conta dela”, disse Francileudo Bezerra, em entrevista.

Investigação

A perícia realizada nos equipamentos eletrônicos usados pelo casal - como notebooks e celulares-, aponta que a mãe da criança fazia pesquisas na internet sobre como envenenar pessoas com chumbinho desde o dia 29 de outubro. "Ela pesquisou como matar uma pessoa envenenada, de como seria a dosagem (...). O tempo para matar uma pessoa envenenada dura de 30 minutos a duas horas, dependendo da dosagem, do aspecto físico da pessoa. No caso da criança, é de 30 minutos. Ela estudou tudo isso durante o período em que ela dizia que estava dormindo", diz.

O documento detalha os termos de busca: "quanto tempo leva para morrer quem ingeriu chumbinho?"; "abordagem dos envenenamentos e das dosagens excessivas de medicamentos"; "matou mulher e ingeriu chumbinho"; "menina de 12 anos morre após ingerir chumbinho em Paulista"; "os elementos da morte" e "suicídio".

"Com a extração dos primeiros dados, nós percebemos que ela também ficou em redes sociais após a morte do filho, discutindo com os internautas, com as pessoas que estavam em uma rede social. Ela montou uma estrutura de defesa para ela. Mas se ela era a vítima, porque aquele comportamento sempre de defesa?”, questiona o delegado. De acordo com Wilder Brito, o planejamento do crime começou em junho de 2014.

Depois de cinco meses, o delegado Wilder Brito não tem dúvidas de que a mãe é responsável pelo assassinato do filho de 9 anos. "Não há uma prova, é um conjunto de provas que demonstra cabalmente que fica impossível a defesa fazer contestações (...). Cada laudo complementa o outro", explica o delegado.


sexta-feira, 14 de agosto de 2015

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Sergio Gadelha de volta pra Cadeia

Arte: Solange Vieira

Por Sandra Domingues

Na tarde desta terça-feira (13) a 6ª Câmara Criminal do Palácio da Justiça decidiu por unanimidade que Sergio Brasil Gadelha, assassino confesso de Hiromi Sato, voltasse a cumprir prisão na cadeia. 


Familiares, amigos da secretária executiva Hiromi Sato e integrantes do Grupo Justiça é o que se Busca acompanharam o julgamento do recurso interposto pela defensoria Pública e com satisfação receberam a decisão dos desembargadores, que não hesitaram em manter a sentença anterior e determinaram que o assassino fosse imediatamente levado de volta para a prisão, lugar de onde não deveria ter saído. Com o resultado do recurso o delegado presente se dirigiu de imediato à residência do assassino, para cumprir o mandado de prisão.

Sergio Gadelha, por ser advogado, estava preso em uma sala de estado-maior, no Regimento de Cavalaria 9 de Julho da Polícia Militar, mas ficou pouco mais de um ano preso. A Defensoria Pública entrou com um recurso no STJ (Superior Tribunal de Justiça), em Brasília alegando que não tinha sido intimada para o julgamento. O que resultou na anulação da prisão e com isso o assassino voltou a cumprir prisão domiciliar.

Porém, graças ao brilhante trabalho da Promotora de Justiça,  Dra Solange Azevedo Beretta da Silveira e do assistente de acusação Dr. Marco Aurélio Gonçalves Cruz, vimos a justiça na tarde de hoje ser feita.

Do crime:

Hiromi Sato, de 57 anos, foi morta no dia 20 de abril de 2013 pelo marido, o advogado Sergio Brasil Gadelha, na ocasião com 74 anos, em Higienópolis, bairro nobre da capital paulista.

Sérgio Gadelha foi apresentado ao Tribunal do Júri no dia 9 de agosto de 2013. A primeira audiência de instrução criminal ocorreu três meses após o crime bárbaro. Gadelha teve prisão preventiva decretada pelo juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri por homicídio triplamente qualificado, mas obteve o direito de ficar em prisão domiciliar. Apanhado em flagrante, passou apenas dois dias atrás das grades. Depois, foi para uma clínica de recuperação de viciados. E voltou a viver no apartamento de Higienópolis, São Paulo, onde o crime ocorreu.

Várias manifestações feitas por familiares, amigos de Hiromi e integrantes do Grupo Justiça é o que se Busca foram realizadas em frente ao prédio de Gadelha, pedindo a prisão do assassino.


Em 30/01/2014 os desembargadores do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) decidiram revogar a prisão domiciliar e Sérgio Gadelha foi conduzido para o Regimento de Cavalaria 9 de Julho da Polícia Militar, onde permaneceu até abril desse ano, quando conseguiu novamente voltar a cumprir prisão domiciliar.



Com a revogação da prisão domiciliar ocorrida na tarde de hoje (13/08/2015) esperamos que Sergio Gadelha aguarde o julgamento preso, que o júri popular seja marcado e o assassino julgado e condenado.

Sérgio Brasil Gadelha foi indiciado por homicídio triplamente qualificado: motivo torpe, meio cruel e incapacidade de defesa da vítima. O assassino poderá pegar de 12 a 30 anos de prisão. 
      

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