domingo, 1 de outubro de 2017

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Caso Lewdo Bezerra - Júri Popular acontecerá em novembro de 2017

Arte: Solange Vieira

CRISTIANE RENATA COELHO IRÁ A JULGAMENTO PELA MORTE DO FILHO E TENTATIVA CONTRA O EX-MARIDO.

Cristiane foi denunciada por homicídios triplamente qualificados (um consumado e outro tentado). Em ambos os casos, as qualificadoras são motivo fútil, emprego de meio cruel (veneno) e utilização de recurso que impossibilitou defesa da vítima.

O caso

Segundo a denúncia do Ministério Público do Ceará (MP/CE), Cristiane Renata teria envenenado o marido e o filho com chumbinho, após haver simulado agressão física que incriminasse o esposo. No entanto, Francileudo sobreviveu e negou a acusação da mulher.

A ré teve a prisão preventiva decretada em 5 de maio de 2016. No último dia 29, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) negou pedido de liberdade para ela.” 

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

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Retratação Judicial

MANDA QUEM PODE; OBEDECE QUEM TEM JUÍZO 

NOTA:

Por determinação do Exmº Sr. Juiz de Direito da Vara Criminal do Estado de Pernambuco, em audiência de CONCILIAÇÃO, realizada aos 12/12/2016, segue:
Eu, Sandra Domingues, venho por meio desta NOTA desculpar-me publicamente por ter imputado ao Sr. Francisco das Chagas  Soares Coelho e sua filha Cristiane Renata a prática de crimes os quais não sei se efetivamente ocorreram e dos quais não posso apontar a autoria, fatos que acabaram por macular a honra dos referidos senhores, o que fiz sem a deliberada intenção de ofender.

13/12/2016

domingo, 13 de março de 2016

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Missão cumprida...CASO PEDRINHO ENCERRADO!!!


CASO PEDRINHO: QUASE 8 ANOS PARA QUE A JUSTIÇA FOSSE FEITA

Descanse em paz, meu pequeno anjo.
JUSTIÇA foi feita, que seu caminho seja sempre repleto de luz e você possa descansar em paz.
Meus sinceros agradecimentos a todos que nesses quase 8 anos ajudaram com emails, protestos, abaixo-assinado, em prol de justiça para o Pedrinho.

O pequeno Pedro Henrique Marques Rodrigues, faleceu aos 5 anos de idade, no dia 12 de junho de 2008, na cidade de Ribeirão Preto, vítima de embolia gordurosa, provocada por uma fratura no pulso, morreu depois de agonizar por 12 horas, conforme os laudos, com 65 hematomas pelo corpo e 2 costelas fraturadas, uma inclusive em fase de cicatrização, o que prova que a criança já vinha sendo espancada e veio ao óbito, vítima de Tortura.

No dia 06 de dezembro de 2012, no TJSP, os Desembargadores, por unanimidade, votaram a favor da decisão da Desembargadora Relatora, Dra. Rachid Vaz de Almeida, que acatou o Recurso do promotor José Roberto Marques, da Comarca de Ribeirão Preto, e determinou a mudança de maus tratos para TORTURA e CONDENOU os réus: Juliano Aparecido Gunello (padrasto) a 10 anos, 10 meses e 10 dias e Kátia Marques ("mãe") a 9 anos, 8 meses e 20 dias, ambos em REGIME FECHADO e não em regime semiaberto como havia decidido, em 2010, o Juiz Sylvio Ribeiro de Souza Neto. Mas até o momento ainda não vimos de fato a Justiça ser feita pelo Pedrinho, os seus algozes continuaram recorrendo e aguardando os infinitos recursos em liberdade e lá se passaram quase 8 anos de IMPUNIDADE, visto que o crime aconteceu em 2008 e até então os responsáveis pela morte do pequeno, apesar de julgados e condenados, não haviam pagado pelo crime cometido!

A Equipe da DIG (Delega­cia de Investigações Gerais) de Ribeirão Preto prendeu na manhã de 19/02/2016 o padrasto, Juliano Gunello sob pedido do Ministério Público Estadual (MPE), am­parado legalmente na nova jurisprudência baseada na decisão proferida na audi­ência plenária da sessão da quarta-feira, 17, do Supre­mo Tribunal Federal (STF) em autorizar a prisão de condenados, em segunda instância. Ele foi condenado por torturar e provocar a morte da criança.
A decisão do Supremo Tribunal Federal promove a mudança para o cumprimen­to da pena, autorizando que ela ocorra antes do trânsito em julgado da condenação, quando não há mais possibilidade de recursos, de fato somente após julgamento na terceira instância.

O mandato de prisão para o padrasto Juliano Gunello, foi expedido pela juíza Caro­lina Gama, da 2ª Vara Crimi­nal de Ribeirão, com base no pedido de execução provisó­ria, requerido pelo promotor José Roberto Marques. Já o mandato de prisão da mãe de Pedrinho, Kátia Marques, também condenada em se­gunda instância pela morte da criança, foi determinado concomitantemente, mas ela ainda não havia sido localizada pelos policiais civis, sendo conside­rada foragida, sendo presa no dia 1º de março, em Ribeirão Preto (SP).
O pedido de prisão do casal foi baseado na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que mudou a jurisprudência sobre a prisão para o cumprimento da pena, autorizando que ela ocorra antes do trânsito em julgado – quando não há mais possibilidade de recursos.

Kátia Marques e o empresário Juliano Gunello foram condenados em segunda instância pela morte do menino. Kátia recebeu sentença de nove anos e oito meses de prisão e Gunello, dez anos e dez meses. Ambos em regime fechado, mas respondiam ao processo em liberdade.
Kátia foi presa em uma casa do Parque Ribeirão, na zona oeste da cidade, após denúncia anônima. Ela era procurada há 11 dias, depois que o promotor do caso, José Roberto Marques, pediu a prisão da mãe de Pedrinho e do padrasto do menino, preso no mesmo dia.

"Ela percebeu pelo vidro da sala e correu até o quarto, eu entrei, perguntei o nome dele e de imediato disse que o nome dela era Kátia e que encontrava-se foragida pela Justiça", disse o cabo da polícia Márcio Flordelis.
Ela foi presa em flagrante e levada para a cadeia de Cajuru (SP) na quarta-feira (2). Na tarde de terça, o advogado de defesa Luiz Carlos Bento, já tinha entrado com pedido de habeas corpus para a soltura do casal.

Para o promotor José Ro­berto Marques “O Tribunal já julgou, fez a reavaliação das provas, manteve a condenação e ainda classificou como tortura seguida de morte, ou seja, acresceram reclusão a pena”, comentou. E esclareceu também que “houve uma condenação em primeira instância de maus-tratos seguidos de morte, recorri e o Tri­bunal de Justiça reclassificou as sentenças”.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

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Sandra Domingues entre os Cem Mais do Prêmio zaP


“Porque há esperança para a árvore, pois mesmo cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus rebentos. Se envelhecer na terra a sua raiz, e no chão morrer o seu tronco, ao cheiro das águas brotará, e dará ramos como planta nova" (Jó 14: 7 - 9). 

"A cada vitória alcançada ou obstáculo superado, sua lembrança estará presente. Obrigada por fazer parte da nossa história, lutando e trabalhando com Solidariedade em prol do semelhante, da diversidade cultural, da arte e da Paz!" (Elizabeth Misciasci) 

Agradeço mais uma vez a humanista, amiga e jornalista Elizabeth Misciasci​ por todo carinho e reconhecimento.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

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Quando me amei de verdade

Sandra Domingues

Quando me amei de verdade 

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome...Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje sei que isso é...Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de...Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é...Respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama...Amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é...Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a...Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é...Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.

Tudo isso é...Saber viver!

Charles Chaplin

sábado, 5 de dezembro de 2015

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Já perdoei erros quase imperdoáveis, mas a vida é muito para ser insignificante

Sandra Domingues 

"Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas que eu nunca pensei que iriam me decepcionar, mas também já decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, e amigos que eu nunca mais vi.
Amei e fui amada, mas também já fui rejeitada, fui amada e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, e quebrei a cara muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos, já liguei só para escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).
Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!
Viva!!
Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante." 

Charles Chaplin

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

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Participação de Sandra Domingues em Orestes - O Filme


Em cartaz nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Fortaleza e São Luis. 

Em fevereiro de 2013 fui convidada para participar do Elenco do Filme “Orestes”, que mistura ficção com realidade. Foi uma experiência muito difícil, visto que estava em meio a pessoas dos “Direitos Humanos”, vítimas, torturadas e familiares de vítimas que foram mortas, na época da Ditadura. Também participaram da trama familiares de vítimas, de “supostos” marginais, mortos por policiais, sendo que um dos casos, acompanhados pelo Grupo Justiça é o que se Busca, era do filho do Daniel Eustaquio de Oliveira, que conseguiu provar a inocência do filho César, morto em 2012, sendo que os 6 PMs acusados foram julgados e condenados em janeiro desse ano, e eu que defendia as vítimas de: Homicídio, Latrocínio, Trânsito, Erro Médico, Bala Perdida…enfim, vítimas da violência.

Foram 4 finais de semana de gravação, um mês, que mais pareceu um ano…e mexeu demais com todos os participantes, pois cada um, dentro da sua ótica, enxergava a situação de uma maneira diferente. Atuei representando a dor de 500 famílias, de casos acompanhados pelo Grupo Justiça é o que se Busca e tomei como minha a dor de cada pai, cada mãe, que ali defendia, citando em especial o caso das 12 crianças mortas dentro de uma escola em Realengo, no Rio de Janeiro. 

Foi sem duvida, uma experiência muito difícil, mas agradeço o convite do Rodrigo Siqueira e o carinho de todos os participantes, em especial à Marisa Greeb e José Roberto Michelazzo, que ao final da dramaturgia entenderam a minha posição, uma vez que fui totalmente coerente e fiel as minhas convicções e àquilo que acredito e defendo, ainda que não tenha conseguido retratar com fidelidade o meu “ponto de vista” sobre à Pena de Morte.

O Filme misturou ficção e realidade, inventando um crime a partir de fatos reais e o levou a um debate público e a tribunais do júri simulados. O documentário, com cenas nada ensaiadas, foi gravado no prédio vazio do DOI-Codi de São Paulo e no Teatro Taib, no Bom Retiro.


SINOPSE: A filha de uma militante política traída e executada, um policial, uma defensora da pena de morte, um ex-preso político, pais que perderam seus filhos, um advogado, um promotor e uma enfermeira que lida diariamente com o resultado da violência são alguns dos personagens que se confrontam nesta reflexão sobre os mecanismos da justiça e as possibilidades de resgate das culpas e dívidas de várias gerações. Fantasmas da ditadura, posições antagônicas sobre responsabilidade, ética e punição e os próprios ritos, tanto dos tribunais como da tragédia grega, são passados no fio da navalha.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

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Sergio Gadelha de volta pra Cadeia

Arte: Solange Vieira

Por Sandra Domingues

Na tarde desta terça-feira (13) a 6ª Câmara Criminal do Palácio da Justiça decidiu por unanimidade que Sergio Brasil Gadelha, assassino confesso de Hiromi Sato, voltasse a cumprir prisão na cadeia. 


Familiares, amigos da secretária executiva Hiromi Sato e integrantes do Grupo Justiça é o que se Busca acompanharam o julgamento do recurso interposto pela defensoria Pública e com satisfação receberam a decisão dos desembargadores, que não hesitaram em manter a sentença anterior e determinaram que o assassino fosse imediatamente levado de volta para a prisão, lugar de onde não deveria ter saído. Com o resultado do recurso o delegado presente se dirigiu de imediato à residência do assassino, para cumprir o mandado de prisão.

Sergio Gadelha, por ser advogado, estava preso em uma sala de estado-maior, no Regimento de Cavalaria 9 de Julho da Polícia Militar, mas ficou pouco mais de um ano preso. A Defensoria Pública entrou com um recurso no STJ (Superior Tribunal de Justiça), em Brasília alegando que não tinha sido intimada para o julgamento. O que resultou na anulação da prisão e com isso o assassino voltou a cumprir prisão domiciliar.

Porém, graças ao brilhante trabalho da Promotora de Justiça,  Dra Solange Azevedo Beretta da Silveira e do assistente de acusação Dr. Marco Aurélio Gonçalves Cruz, vimos a justiça na tarde de hoje ser feita.

Do crime:

Hiromi Sato, de 57 anos, foi morta no dia 20 de abril de 2013 pelo marido, o advogado Sergio Brasil Gadelha, na ocasião com 74 anos, em Higienópolis, bairro nobre da capital paulista.

Sérgio Gadelha foi apresentado ao Tribunal do Júri no dia 9 de agosto de 2013. A primeira audiência de instrução criminal ocorreu três meses após o crime bárbaro. Gadelha teve prisão preventiva decretada pelo juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri por homicídio triplamente qualificado, mas obteve o direito de ficar em prisão domiciliar. Apanhado em flagrante, passou apenas dois dias atrás das grades. Depois, foi para uma clínica de recuperação de viciados. E voltou a viver no apartamento de Higienópolis, São Paulo, onde o crime ocorreu.

Várias manifestações feitas por familiares, amigos de Hiromi e integrantes do Grupo Justiça é o que se Busca foram realizadas em frente ao prédio de Gadelha, pedindo a prisão do assassino.


Em 30/01/2014 os desembargadores do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) decidiram revogar a prisão domiciliar e Sérgio Gadelha foi conduzido para o Regimento de Cavalaria 9 de Julho da Polícia Militar, onde permaneceu até abril desse ano, quando conseguiu novamente voltar a cumprir prisão domiciliar.



Com a revogação da prisão domiciliar ocorrida na tarde de hoje (13/08/2015) esperamos que Sergio Gadelha aguarde o julgamento preso, que o júri popular seja marcado e o assassino julgado e condenado.

Sérgio Brasil Gadelha foi indiciado por homicídio triplamente qualificado: motivo torpe, meio cruel e incapacidade de defesa da vítima. O assassino poderá pegar de 12 a 30 anos de prisão. 
      

sábado, 13 de junho de 2015

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Participação de Sandra Domingues no Programa Papo de Mãe - Tema: Erros Médicos

Viviane Macedo, Fernanda de Luca  e Sandra Domingues

Participei da entrevista no Programa Papo de Mãe, na TV Brasil, sobre "Erros Médicos".

Falo, além do trabalho desenvolvido pelo grupo Justiça é o que se Busca, sobre o meu drama pessoal, como também vítima de Erro Médico, anos atrás.

E ainda, além do caso do pequeno Nathan Channoschi, filho dos queridos amigos de luta Fernando Anastacio e Erika Cristina, será abordado o drama da amiga de luta Viviane Macedo, sobre a sua luta com o caso da pequena Polyana, divulgado e acompanhado pelo Grupo Justiça é o que se Busca e também será exibido o drama do jovem Renato que foi vítima de erro médico, aos 4 anos de idade e por consequência desse erro teve as duas pernas amputadas.

 Fernanda de Luca e Nathan Channoschi 

O programa irá ao ar no próximo domingo, dia 14/06 às 15h:30m. A reprise será no sábado seguinte, dia 20/06, às 11:00h. 

TV Brasil - canal aberto UHF - 62
NET - canal 4
TVA canal - 181
CLARO TV - canal 9
SKY - canal 166

Agradeço à querida amiga Fernanda de Luca pelo carinho e apoio de sempre, por me dar a oportunidade de, mais uma vez, falar um pouco sobre o trabalho desenvolvido pelo Grupo.


sexta-feira, 12 de junho de 2015

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7 anos se passaram e o caso Pedrinho continua Impune

Arte: Solange Vieira

7 ANOS DE IMPUNIDADE

Por Sandra Domingues 

Querem saber por onde andam os ASSASSINOS do Pedrinho, julgados e condenados por TORTURA, mas 7 anos depois continuam livres, leves e soltos?!

Curtindo a vida em Porto Seguro-BA, zombando da cara da Justiça e da Sociedade!

Foto postada pelo assassino, em seu perfil no Facebook, em maio de 2015

Pedrinho foi vítima de TORTURA, sendo os algozes a mãe e o padrasto da criança: Katia Marques e Juliano Gunello, porém, os assassinos do menino nunca foram presos, foram julgados em dezembro de 2012, condenados a 10 anos de prisão em regime fechado, mas continuam recorrendo em liberdade e lá se vão 7 anos de IMPUNIDADE.

Pedrinho não teve direito à vida e muito menos pode gozar dos prazeres dela, como fazem seus algozes, que apesar de julgados e condenados por TORTURA continuam, 7 anos após o crime, livres, leves e soltos, zombando da cara da "justiça" e da Sociedade!

O pequeno Pedro Henrique Marques Rodrigues faleceu aos 5 anos de idade, no dia 12 de junho de 2008, na cidade de Ribeirão Preto, vítima de embolia gordurosa, provocada por uma fratura no pulso, morreu depois de agonizar por 12 horas, conforme os laudos, com 65 hematomas pelo corpo e 2 costelas fraturadas, uma inclusive em fase de cicatrização, o que prova que a criança já vinha sendo espancada e veio ao óbito, vítima de Tortura.
No dia 06 de dezembro de 2012, no TJSP, os Desembargadores, por unanimidade, votaram a favor da decisão da Desembargadora Relatora, Dra. Rachid Vaz de Almeida, que acatou o Recurso do promotor José Roberto Marques, da Comarca de Ribeirão Preto, e determinou a mudança de maus tratos para TORTURA e CONDENOU os réus: Juliano Aparecido Gunello (padrasto) a 10 anos, 10 meses e 10 dias e Kátia Marques ("mãe") a 9 anos, 8 meses e 20 dias, ambos em REGIME FECHADO e não em regime semiaberto como havia decidido, em 2010, o Juiz Sylvio Ribeiro de Souza Neto. Mas até o momento ainda não vimos de fato a Justiça ser feita pelo Pedrinho, os seus algozes continuam recorrendo e aguardando os infinitos recursos em liberdade e lá se vão 7 anos de IMPUNIDADE.

Outros casos envolvendo crianças, mortas por pais e padrastos, mães e madrastas, aconteceram e, na grande maioria, os algozes foram julgados e condenados, os que ainda não…aguardam julgamentos presos. Por que o casal, Kátia Marques e Juliano Gunello, apesar de julgados e condenados, até hoje, 7 anos após o crime, ainda continuam livres, leves e soltos?

Pedimos a intervenção do Procurador Geral de Justiça do Estado de São Paulo! 

Peço que assinem o abaixo-assinado, promovido pelo Grupo Justiça é o que se Busca, cobrando que os assassinos do Pedrinho, julgados e condenados, sejam presos e paguem pelo crime cometido. 

Para assinar o baixo assinado, basta clicar no link abaixo, preencher nome, e-mail e cidade:



QUEREMOS JUSTIÇA POR PEDRINHO!


quarta-feira, 10 de junho de 2015

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Justiça feita pelo pequeno João Roberto Amorim Soares

Arte: Solange Vieira
O ex-cabo da Polícia Militar Wiliam de Paula foi condenado a 18 anos de prisão em regime fechado pela morte do menino João Roberto Amorim Soares, de 3 anos, em julho de 2008, em julgamento realizado nesta terça-feira (9). João foi morto a tiros quando o carro de sua mãe foi confundido com o de criminosos que eram perseguidos por policiais na Tijuca e atingido por 17 disparos. O réu, no entanto, ainda pode recorrer.
O ex-PM deixou o local preso, após o juiz  Jorge Luiz Le Cocq D'Oliveira decretar a prisão do réu na leitura da sentença.
O juiz comentou que o réu "tem perfil desajustado, má conduta social, é suspeito de envolvimento com milicianos, além de responder por outro homicídio de um agente penitenciário" no 3º Tribunal do  Júri.


"A justiça foi feita", comemorou a mãe, Alessandra Soares, chorando de alegria ao lado do marido Paulo Roberto Soares, pai de João Roberto.
 "Vou chorar e abraçar meus filhos quando chegar em casa", disse ela, que considera a sentença "muito importante" para tentar que outras famílias não passem por isso.

O assistente de acusação, João Carlos Castellar, explicou que os jurados do 2º Tribunal do Júri decidiram pela condenação por homicídio qualificado e duas tentativas de homicídio, contra a mãe e o irmão de João Roberto.
O julgamento

No debate final entre defesa e acusação, Fábio Vieira dos Santos, representante do Ministério Público insistiu que a situação do acusado não era de legítima defesa.

"O local não era perto de morro e o acusado não estava em situação de risco. Ele quis matar. Os disparos foram feitos por ele para dentro do carro", disse.
A advogada assistente de acusação, Marta Barbosa, afirmou aos jurados que era melhor "20 bandidos soltos do que uma criança de 3 anos morta".
O defensor público Felipe Lima explicou aos jurados que a tese de defesa era a legítima defesa putativa, que significa não uma situação de risco real, mas "o risco que existe na cabeça das pessoas". Para ele, "dizer que um PM no Rio de Janeiro não tem pânico é retirar dele a vicissitude de um homem".
Ele cumprimentou os pais da criança que, nessa hora, saíram do plenário. O defensor disse que todos se identificaram quando viram a reportagem sobre a morte da criança. O defensor disse aos jurados que absolvição seria um exagero. Ele declarou que "William fez uma cagada. Foi imperito e imprudente".

Por isso, ele pediu que os jurados condenassem William por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. "Esse homem não saiu de casa para matar uma criança", disse.Muito emocionada, a mãe da criança, voltou a dizer que não tomou atitudes que justificassem os tiros e disse que até hoje a família luta contra a dor.
"Passei dois anos vivendo à base de medicamento tarja preta", conta Alessandra Muniz Soares. "Meu marido, que era taxista, até hoje toma remédio e ficou muito tempo sem trabalhar. Vinícios [irmão de João, na época bebê] tem sete anos e até hoje pergunta como o irmão morreu. Não tenho coragem de dizer."
João foi morto a tiros quando o carro de sua mãe foi confundido com o de criminosos que eram perseguidos por policiais na Tijuca. O veículo foi atingido por 17 tiros, segundo o perito Nilton Thalmaturgo Rocha Júnior, que prestou depoimento no 2º Tribunal do Júri do Rio, nesta terça. Segundo ele, a iluminação na rua no dia do crime não era ideal, mas seria possível enxergar quem estava no carro.
"Não fiz nada que justificasse essa agressão. Encostei [no acostamento] porque devemos parar quando uma ambulância ou carro da polícia passa. Eu não fiz mal a ninguém", declarou a mãe.
PM nega tiro que matou João Roberto
Em depoimento, Wiliam de Paula afirmou que atirou em direção ao pneu do carro de Alessandra. Segundo ele, os criminosos atiraram contra o veículo e mataram o menino João Roberto. “O episódio foi uma fatalidade. Eu não queria matar ninguém”, disse. O ex-policial respondeu apenas as perguntas do juiz e não as perguntas da promotoria. Ele negou envolvimento com milícias e afirmou que é retratado como “monstro” pela acusação.


“Pedimos para sair do carro e o veículo estava balançando. Eu vi marcas de tiro no carro e pensei que eram os meliantes. A dona Alessandra sabe disso. Mas eu não questiono, já que ela perdeu um filho”, afirmou.
Antes do julgamento, a defesa do ex-PM pediu a nulidade do processo devido ao contato entre a mãe de João, que é assistente do advogado de acusação, e o pai da criança. O juiz, no entanto, indeferiu o pedido após ponderação do promotor Fábio Vieira dos Santos.
“O processo não pode ser anulado porque eles são casados desde antes do acontecido com o pequeno João Roberto. Neste caso, a proibição do contato só faz sentido a partir do início do julgamento”, retrucou.
Novo júri
Este é o segundo julgamento do caso e foi pedido pelo Ministério Público do Rio, que recorreu da decisão que absolveu o ex-PM do crime de homicídio doloso, por quatro votos a três, em audiência realizada em 10 de dezembro de 2008. Segundo o MP, a decisão contraria a prova pericial que apontou o erro de William e do ex-PM Elias Gonçalves ao confundirem o carro de Alessandra Soares, mãe de João Roberto.


Junto com o também ex-PM Elias Gonçalves da Costa – que foi absolvido do crime – William foi acusado por ter disparado 17 vezes contra o carro da mãe de João Roberto, durante perseguição na Tijuca, na Zona Norte do Rio, matando a criança. O menino também estava com o irmão e a mãe dentro do veículo.
Relembre o caso

João Roberto foi baleado em 6 de julho de 2008, quando William de Paula e o ex-soldado Elias Gonçalves da Costa perseguiam bandidos na Rua Espírito Santo Cardoso, na Tijuca. Elias foi absolvido pelo Tribunal do Júri, após ter declarado que só deu um tiro para o alto e que o colega, William de Paula, é quem teria atirado no carro. Após o crime, os dois foram expulsos pela Polícia Militar.


Fonte: G1

quinta-feira, 23 de abril de 2015

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Coparticipe do assassinato do jovem Diego Ribeiro Cassas foi condenado


COPARTICIPE DO ASSASSINATO DE DIEGO CASSAS CONDENADO

Por Sandra Domingues 

Às 23:23 dessa quarta-feira (22), Fernando de Araújo Lopes da Silvao coparticipe do assassinato do jovem Diego Ribeiro Cassas, depois de 12 horas de julgamento, foi condenado à 14 anos de prisão em regime fechado. 

Por se tratar de crime hediondo deverá cumprir 2/5 da pena, ou seja, 5 anos e 6 meses, como ele já está há 1 ano e 3 meses preso...deverá cumprir apenas mais 4 anos e 3 meses.

O júri foi muito tenso e tumultuado, pois quando o diabo não aparece, manda a secretária...e a advogada de defesa de um dos réus, no caso do Fernando, é a Dra. Roselle Soglio, (atual defensora do casal Nardoni) e fez do júri um circo...porém o promotor Dr. Hidejalma Muccio foi brilhante e merece todo nosso cumprimento. Parabenizo também a Dra. Patricia Vega, advogada da família da vítima, que atuou como assistente de acusação da promotoria e tratou com muito carinho e respeito os familiares de Diego.

A leitura da sentença e dosimetria da pena foi feita pelo Juiz Adilson Paukoski Simoni, da 5.ª Vara do Júri da Capital, no Fórum da Barra Funda, em São Paulo.

Integrantes do Grupo Justiça é o que se Busca estiveram presentes para prestarem apoio e solidariedade à querida Rosana Ribeiro Cassas, ao Marcelo Cassas, mãe e irmão de Diego Cassas, bem como a todos os familiares da vítima.

O julgamento foi desmembrado e somente o Fernando de Araújo, foi julgado, visto que o assassino Caio Rodrigues ainda encontra-se foragido!

Arte: Solange Vieira

Do ocorrido:

Diego Ribeiro Cassas, de 18 anos, foi morto a tiros na manhã de 07 de junho de 2013, no estacionamento do McDonald's, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo.

Diego Cassas e mais três amigos tinham saído de um show na casa noturna Via Marquês, na Avenida Marquês de São Vicente, zona norte de São Paulo, onde teriam brigado com outro grupo, supostamente por causa de uma garota. Ao deixarem o local, em três carros, teriam sido seguidos pela outra turma. Depois de uma discussão no estacionamento da lanchonete, Cassas levou três tiros nas costas e um na cabeça e já estava sem vida quando a Polícia Militar foi acionada, às 6h35, para atender a ocorrência.Os criminosos fugiram.

A prisão preventiva de Caio Rodrigues, tinha sido decretada pelo Juiz em 13/06/2013, mas ele ficou foragido durante 30 dias e quando se apresentou a prisão já havia sido revogada pela Juíza Lizandra Maria Lapenna.

Em 20/08/2013 foi novamente decretada a prisão preventiva de Fernando de Araújo Lopes da Silva e Caio Rodrigues,  cúmplice e assassino de Diego Cassa. Fernando foi preso e aguardava o julgamento preso, porém Caio continua foragido!

Se você souber do paradeiro dele ou tiver alguma informação que ajude a polícia, por favor ligue no disque denuncia (181), a ligação é gratuita e o sigilo é garantido.

Caio Rodrigues consta na lista de foragidos, mais procurados da polícia, e está sendo oferecido R$ 12.500,00 para quem der alguma informação que leve ao paradeiro do assassino. O governo oferece R$ 2.500,00, somados aos R$ 10.000,00 que a família de da vítima está oferecendo.


sábado, 18 de abril de 2015

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Participação de Sandra Domingues no Filme Orestes


É Tudo Verdade - 20° FESTIVAL INTERNACIONAL DE DOCUMENTÁRIOS 2015

Documentário Orestes – Autor: Rodrigo Siqueira 

Por Sandra Domingues 

Em fevereiro de 2013 fui convidada para participar do Elenco do Filme “Orestes”, que mistura ficção com realidade.

Foi uma experiência muito difícil, visto que estava em meio a pessoas dos “Direitos Humanos”, vítimas, torturadas e familiares de vítimas que foram mortas, na época da Ditadura. Também participaram da trama familiares de vítimas, de “supostos” marginais, mortos por policiais, sendo que um dos casos, acompanhados pelo Grupo Justiça é o que se Busca, era do filho do Daniel Eustaquio de Oliveira, que conseguiu provar a inocência do filho César, morto em 2012, sendo que os 6 PMs acusados foram julgados e condenados em janeiro desse ano, e eu, que defendia as vítimas de: Homicídio, Latrocínio, Tortura, Trânsito, Erro Médico, Bala Perdida…enfim, vítimas da violência.

Foram 4 finais de semana de gravação, um mês, que mais pareceu um ano…e mexeu demais com todos os participantes, pois cada um, dentro da sua ótica, enxergava a situação de uma maneira diferente. Atuei representando a dor de 400 famílias, de casos acompanhados pelo Grupo e tomei como minha a dor de cada pai, cada mãe, que ali defendia, citando em especial o caso das 12 crianças mortas dentro de uma escola em Realengo, no Rio de Janeiro. 

Foi sem duvida, uma experiência muito difícil, mas agradeço o convite do Rodrigo Siqueira e o carinho de todos os participantes, em especial à Marisa Greeb e José Roberto Michelazzo, que ao final da dramaturgia entenderam a minha posição, uma vez que fui totalmente coerente e fiel as minhas convicções e àquilo que acredito e defendo, ainda que não tenha conseguido retratar com fidelidade o meu “ponto de vista” sobre a Pena de Morte.

Hoje, passados 2 anos, mais amadurecida e “machucada”, não sei se a minha atuação seria a mesma, até porque, hoje sei que de fato “armas são plantadas” nas mãos de “inocentes”, além de entender que a dor do outro não pode ser a minha, que eu posso sim ajudar…sem carregar a cruz, que cabe a cada um. Que posso ser amiga e solidária, sem me envolver emocionalmente com o drama da família, afim de evitar, além de sofrimentos que não me pertencem, a dor da ingratidão!

O longa metragem misturou ficção e realidade, inventando um crime a partir de fatos reais e o levou a um debate público e a tribunais do júri simulados. O documentário, com cenas nada ensaiadas, foi gravado no prédio vazio do DOI-Codi de São Paulo e no Teatro Taib, no Bom Retiro.

O filme foi exibido dentro da mostra competitiva de longas metragens do festival É Tudo Verdade, no Rio e em São Paulo. No Rio, nos dias 14 e 15 e em São Paulo nesta sexta-feira (17), sendo reprisado hoje (18). E foi um sucesso, auditório lotado nos dois dias de apresentação. Parabéns Rodrigo Siqueira e sua brilhante equipe.

Agradeço a todos os amigos que compareceram e prestigiaram minha atuação no filme.

 
 
 
 

SINOPSE: A filha de uma militante política traída e executada, um policial, uma defensora da pena de morte, um ex-preso político, pais que perderam seus filhos, um advogado, um promotor e uma enfermeira que lida diariamente com o resultado da violência são alguns dos personagens que se confrontam nesta reflexão sobre os mecanismos da justiça e as possibilidades de resgate das culpas e dívidas de várias gerações. Fantasmas da ditadura, posições antagônicas sobre responsabilidade, ética e punição e os próprios ritos, tanto dos tribunais como da tragédia grega, são passados no fio da navalha.


domingo, 29 de março de 2015

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7 anos sem a pequena Isabella Oliveira Nardoni


7 ANOS SEM A PEQUENA ISABELLA


Por Sandra Domingues

29 de março de 2008, uma data que jamais esqueceremos!

Naquela noite fatídica acontecia um dos crimes mais terríveis. A pequena Isabella Oliveira Nardoni foi espancada, estrangulada e jogada do 6º andar do Edifício London, na zona Norte de São Paulo, onde o seu pai morava com a madrasta e seus dois irmãos, filhos do casal.

O crime aconteceu às 23:30 do dia 29 de março de 2008, sendo que a pequena, ainda com vida, foi socorrida pelos bombeiros, mas não resistindo aos ferimentos veio a falecer nos primeiros minutos da madrugada do dia 30.

Os assassinos, julgados e condenados pelo assassinato da pequena Isabella, são o pai e a madrasta da menina; Alexandre Alves Nardoni e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá. Os dois foram julgados, pelo Tribunal do Júri, na noite de 27 de março de 2010, condenados por homicídio doloso, triplamente qualificado, tendo as seguintes penas aplicadas: 31 anos de prisão, em regime fechado, (ele) e 26 (ela).

Que o seu caminho seja sempre repleto de luz pequeno anjo, que você possa descansar em paz e que Deus continue abençoando e dando forças para sua família superar essa perda irreparável, tendo a certeza de que você Isabella viverá para sempre em nossos corações e brilhará eternamente no céu, como uma linda estrelinha, que jamais se apagará.

Meu carinho e solidariedade à Ana Carolina Oliveira, mamãe da Isabella, e a toda família da pequena, em especial a vovó Rosa Oliveira, avó materna da menina, a quem muito estimo e sempre consegui, desde os primeiros minutos, na condição de avó, me colocar no lugar dela.

Homenagem feita por Taiane Tondade

sexta-feira, 6 de março de 2015

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Justiça "feita" por Fábio Alexandre Maisel Costa



Por Sandra Domingues

Em 05/03/2015 Thiago Barrilli, assassino de Fábio Alexandre Maisel Costa, foi condenado, por homicídio duplamente qualificado e porte ilegal de arma. A leitura da sentença foi feita às 23:45 no Fórum de Santana, zona norte de São Paulo, pelo Juiz de Direito do Tribunal do Júri Dr. Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, que aplicou a dosimetria de 19 anos, 1 mês e 5 dias de prisão em regime inicialmente fechado. Por ser reincidente cumprirá 3/5 da pena, sendo que ele já está há quase 3 anos preso, continuará por "apenas" mais 8.

A família de Fabinho foi condenada à prisão perpétua, da dor e do sofrimento e a vítima à pena de morte...mas o ASSASSINO poderá daqui à 8 anos refazer a sua vida...ou melhor, dar sequência a ela, pois ele está preso há quase 3 anos e tem uma filha de 1 ano, fruto dos Motéis Presidiários.

Justiça seria mesmo se ele cumprisse a pena em sua totalidade, ou seja, os 19 anos determinados pelo juiz....mas o advogado de defesa pautou o seu discurso em cima de que isso chama-se vingança....Então o que seria justiça?!

Parabéns ao promotor Dr. André Luiz Bogado Cunha e ao Assistente de acusação Dr. Cristiano Medina da Rocha que mais uma vez foram impecáveis e conseguiram o resultado que esperávamos, ainda que a pena nunca seja a "justa".

Foi um júri repleto de dor e emoção...onde a imagem da vítima e da família foi o tempo todo imaculada, numa inversão de valores de causar repulsa em qualquer um. Foi revoltante como a *defesa, o tempo todo, de forma inescrupulosa, tentava denegrir a imagem da vítima e jogar para os pais dele a responsabilidade, pelo fato do Fabinho, um jovem de 21 anos, educado, recém formado, estar às 04:00 horas da manhã num posto de conveniência, bebendo com os amigos...como se isso fosse crime e ele merecesse ser morto por conta disso. Sendo que o "cliente" do advogado, estava no mesmo lugar, no mesmo horário, nas mesmas condições, só que...armado.

O sofrimento que se abateu há 3 anos e meio sobre essa família era notório a todo instante, nos choros e rosto dos pais, irmã e avó de Fabinho. Meu carinho e solidariedade aos queridos amigos de luta. Que agora eles possam ter um pouco de paz e o caminho do Fabinho seja sempre repleto de luz.

Agradeço a todos os integrantes do Grupo Justiça é o que se Busca que estiveram presentes, prestando apoio e solidariedade aos familiares de Fabinho.

* Recuso-me a mencionar o nome do advogado de defesa, pois não gosto de dar ibope para DEFENSORES de ASSASSINOS...ainda mais desse nível!


Do crime:

O jovem Fábio Alexandre Maisel Costa, 21 anos, recém formado em Tecnologia de Informação na área de gerenciamento de redes de computadores, foi assassinado na madrugada de 25/09/2011, na Av. Luiz Dumont Villares, 1422 – Parada Inglesa, em uma loja de conveniência junto ao posto de serviços Ipiranga, em São Paulo.

O assassino, Thiago Barrilli, que na ocasião tinha 27 anos, encontrava-se em liberdade. Na ocasião do assassinato ele fugiu, mas foi identificado e apresentou-se dez dias após o crime.

Réu confesso, foi pedido pelo Dr. Delegado titular da 39ª DP da Vila Gustavo, Dr. Pedro Luis de Souza, onde estava ocorrendo o inquérito policial, sua prisão preventiva que foi indeferida por uma Dra. Juíza que alegou ter o assassino residência fixa e ter se apresentado, porém, o mesmo não era réu primário, visto já ter cometido outros crimes e ter sido sentenciado. Beneficiou-se de Habeas Corpus. Seu processo tramitou até meados do ano de 2011.

O promotor Dr. André Luiz Bogado Cunha apresentou denúncia e pedido de prisão ao Exmo. Sr. Doutor Juiz de Direito do 2º Tribunal do Juri da Capital SP, endossando o mesmo pedido do delegado da 39ª DP Vila Gustavo Dr. Pedro Luis de Souza.

Thiago Barrilli teve a prisão decretada em 18 de maio de 2012 e foi conduzido ao 39º DP. O acusado aguardava, desde então, o julgamento preso no CDP de Pinheiros.

"Quando temos que ser a voz dos inocentes...Justiça é o que se Busca"






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