domingo, 3 de abril de 2011

1

A JUSTIÇA ESTÁ SENDO FEITA!


ES HOJE | SEGURANÇA

CNJ | CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA
Caso Cassaro: júri é adiado para junho por falta de advogados

Depois de 29 anos, a família do ex-prefeito de São Gabriel da Palha, Anastácio Cassaro, foi vítima de mais uma manobra para evitar que os acusados sejam julgados. Anastácio Cassaro foi assassinado em 1986. O julgamento dos cinco acusados, que começaria nesta terça-feira (29) foi adiado para o dia sete de junho. Apenas Carlos Smith Frota, estava acompanhado de um advogado durante o julgamento, que está acontecendo nesta terça na 1ª Vara Criminal de Vitória.

Isso porque quatro dos cinco réus no processo estavam sem advogados. Dois deles alegaram que o mesmo advogado estava com problemas de saúde e não pode comparecer. O advogado José Pedro de Barreto defenderia os acusados Fernando Lourenço de Martins e Edvaldo Lopes de Vargas, porém uma cirurgia de urgência fez ele se ausentar do compromisso. Na última sexta-feira (25), o advogado extraiu um dente.

Os outros dois, Jorge Antônio Costa e Luis Carlos Darós, afirmaram não ter condições para pagar um defensor. O juiz entendeu que os quatro acusados não tinham condições de ir para juri, e os liberou do Fórum. Antes disse, os orientou a entrar em contato com a Defensoria Pública do Espírito Santo e solicitar um advogado. Caso eles não cumpram o acordo, o juiz, por cautela, haja visto um novo pedido de adiamento, já se preveniu e nomeou o advogado Rafael Almeida de Souza, como defensor da ativa para ambos os acusados.
Para a filha do ex-prefeito, Sandra Cassaro, o coração fica doloroso com o adiamento do julgamento, mas afirma que essas manobras dos acusados só a fortalece. "De hoje (terça) até o dia sete de junho quero expor ao máximo o caso, distribuir panfleto, pendurar cartazes, reunir vítimas do Brasil todo e encher esse plenário", destaca.

Para Sandra o juiz cumpriu o papel dele, o que está errado é a lei. Ela tem muita fé que o homem que está julgado nesta terça - Carlos Smith Frota- será condenado, alegando que Frota está "atolado até o pescoço" com a justiça. O juiz Marcelo Soares Cunha, junto com os sete jurados, espera julgar Frota ainda na tarde desta terça. O juiz determinou uma nova data para julgar os outros quatro réus, no dia sete de junho deste ano.

Relembre o caso:

Anastácio Cassaro foi morto em 3 de abril de 1986, com dois tiros na cabeça, dentro de seu automóvel, em Goiabeiras, Vitória. Na época do crime, a promotoria entendeu que o motivo seria o interesse público. O prefeito teria sido assassinato para que o vice Firmino Martins ocupasse seu cargo.

Martins, no entanto, com 86 anos, foi liberado pela justiça, com o pedido de crime prescrito. Até 2009, o processo estava parado. Na época do crime Sandra Cassaro tinha 20 anos, e afirmou não saber o teor do processo. Em 2009 ela fez uma denúncia ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e conseguiu retomar o caso.
A filha da vítima relembra que o pai era muito querido na cidade, conhecido como "estufa urna" no município.

Movimentos Solidários. Grupos ativistas contra a violência de sete estados do país estavam no júri na terça-feira (29/03/2011) para apoiar a família Cassaro.

Fonte: CNJ


irmã Julia Depweg, Carlos Santiago, Hiper Carneiro e Janete Nakashima

Família Cassaro
Representantes do Movimento Basta com Erros Médicos e ASPACEM
Representantes do MOVIDA
Representantes do Movimento Mães na Dor




União contra a impunidade

Na frente do fórum de Vitória, faixas e cartazes mostrando a dor de muitas outras famílias, que também vivem o luto e vieram acompanhar o julgamento. Para o julgamento, vieram muitos parentes de Anastácio Cassaro, como o sobrinho que estava com ele no dia do crime.

Além dos familiares de Cassaro, representantes de entidades sociais e parentes de pessoas que morreram de forma violenta em outros Estados compareceram ao julgamento em Vitória para prestar apoio.

A mãe da advogada Mércia Nakashima, assassinada no ano passado em São Paulo, acompanhou o júri popular.
Janete Nakashima concorda com Sandra Cassaro sobre a tentativa de manobra da defesa, o que classificou como um absurdo. "Eu vim para apoiar a família e também para pedir apoio. Nós queremos prender os assassinos, estamos nos organizando para que a impunidade diminua, temos que mudar o Código de Processo Penal. O que nós vimos aqui hoje foi um absurdo", frisou.

Hiper Carneiro é de João Pessoa (PB), e representa o grupo "Mães no Dor". Ela teve a filha Aryane Thaís assassinada grávida há 11 meses pelo namorado. Ela afirmou que voltará ao estado para o julgamento dos outros quatro acusados em junho. "É necessário dar esse apoio, só quem perde um ente sabe a dor. Enquanto vida eu tiver vou clamar essa vóz que não cala", declarou.

O grupo Movimento pela Vida (Movida), estava representado pelas paraenses Iranilde RussoAndrelina Pereira, que perderam os filhos também assassinados e Angélica Elmescany, noiva de Maycon Pantoja, vítima de latrocínio.

Carlos Santiago, do Movimento Gabriela Sou da Pazpai de Gabriela Prado Maia Ribeiromorta por bala perdida no Rio de janeiro há 8 anos, e Sandra Domingues, ativista e voluntária do Movimento Gabriela Sou da Paz.

A mãe de Allan Barbosa, Ana Lúcia Barbosa da ASPACEM (Associação Paraense Contra Erro Médico) e Sandro Machado, do Movimento Basta com Erros Médicos também reforçavam o apoio e solidariedade à família Cassaro.

Representante do Comitê Dorothy, a irmã Julia Depweg, veio a Vitória para lembrar a morte da missionária Dorothy Stang, assassinada em 2005 no Pará, e para acompanhar o caso de Anastácio Cassaro. Para ela o adiamento do julgamento da maior parte dos acusados é uma cena repetida.
"Parece que é uma estratégia que a defesa usa para ver se adiando o julgamento o outro lado desiste e esquece o caso. E foi o que aconteceu com o caso da irmã Dorothy, no Pará, e o que se repetiu aqui. Mas nós nunca vamos desistir. Temos que mudar esta lei, que parece ser a lei da impunidade", disse a também missionária americana que vive no Brasil há mais de 20 anos.



Carlos Santiago e Sandra Cassaro
Sandra Domingues e Sandra Cassaro
Família Cassaro à espera de JUSTIÇA!

CARLOS SMITH FROTA CONDENADO!

Um dos acusados de ser o mandante do assassinato do Prefeito Anastácio Cassaro, Carlos Smith Frota, foi julgado pelo tribunal do júri e após 3 dias de julgamento, na madrugada de 01/04/2011, 25 anos depois, foi condenado a cumprir 15 anos de prisão em regime fechado! Como o réu encontrava-se em liberdade, permanecerá em liberdade até que se esgotem os recursos da defesa.

Durante a sessão, a promotora Joana D’arc Guzanski citou casos de assassinatos de grande repercussão no Espírito Santo e defendeu que eles teriam sido praticados por uma organização criminosa que atua no Estado, inclusive a morte de Cassaro.

Os quatro primeiros votos abertos dos sete jurados, já deram a condenação, e de acordo com a lei, os outros três votos não foram necessários serem abertos.

O advogado de defesa Jorge Florentino recorreu da decisão junto ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) sob o argumento de que “a decisão foi contrária à prova dos autos”. Florentino acredita que o processo deve ser avaliado pelo TJES somente após o julgamento dos outros quatro acusados. Enquanto isso Frota permanece em liberdade.

A Justiça tarda, mas não falha!!!

Não há PAZ sem JUSTIÇA!!!

Sandra Domingues

Um comentário:

  1. Fico realmente muito feliz por ver todos vocês reunidos se apoiando e lutando não somente pra que a justiça seja feita nos casos se vocês, mas na mudança do código penal para que outras famílias não tenham que sofrer o que vocês sofreram e sofrem pela perda dos seus entes queridos! Eu apoio! Justiça é o que se pede!

    ResponderExcluir