sexta-feira, 20 de abril de 2012

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Caso Fernanda Orfali, quase 10 anos de IMPUNIDADE


Fernanda Orfali, 28 anos, casada há seis meses, após uma discussão com o marido, Sergio Nahas, foi assassinada por ele com dois tiros no peito, São Paulo-SP, em 14/09/2002.

O crime que vitimou Fernanda Orfali ocorreu no apartamento do casal, na rua Doutor Basílio Machado, em Higienópolis, centro de São Paulo.
Sérgio Nahas foi preso acusado de porte ilegal de armas. Ele disse que Fernanda Orfali teria cometido suicídio, com um tiro no peito. No dia do crime, eles teriam discutido por Fernanda Orfali ter descoberto que o marido era usuário de drogas.

Segundo Sérgio Nahas (marido) diz que foi suicídio, porém após toda a investigação concluiu-se que nenhum suicida consegue se destruir com dois tiros, pois foram dois disparos e nenhum vestígio de pólvora nas mãos da vítima.

Hoje, Sérgio Nahas se encontra em liberdade, levando a sua vida como sempre, e a família destruída, mutilada, sofrendo pela falta que ninguém pode e poderá preenchê-la. Buscando a justiça, que é o mínimo que se espera.

Julio Cesar Orfali Junior, irmão da Fernanda Orfali, lançou nas redes sociais um abaixo-assinado e conta com a participação e colaboração de toda sociedade, para que enfim a justiça, ainda que tardia, seja feita, pois lá se vão quase 10 anos de Impunidade!!!

O abaixo-assinado visa cobrar das autoridades celeridade no processo,  que o acusado seja levado à júri popular e que a Justiça seja feita, visto que o caso continua impune hà quase 10 anos.

Peço aos leitores e a toda sociedade civil que assinem a petição, clicando no link abaixo e nos ajude nessa Busca por Justiça!
Abaixo-Assinado Justiça por Fernanda Orfali

Palavras do Promotor do caso, Dr. Roberto Tardelli, postado no grupo Justiça para Fernanda Orfali, em 19/04/2012.

Eu não tinha escrito nada aqui. Não por ausência de solidariedade, mas porque tenho posições processuais ainda a defender. 
Mas, apenas para dizer que minha frustração é gigantesca. Sempre quis levar Sérgio Nahas a júri. Sempre tive asco especial porque ele sempre foi cínico depois do crime. Chegou a comprar uma noiva suiça, que ironicamente e sarcasticamente trabalhava em um banco - suiço, claro - e nessa condição, conheceu esse senhor, viúvo, sem jamais tê-lo visto antes.
Só foi possível interferir na história de amor canhestra e hipocrita graças à vigilância da família e graças à agilidade do advogado, Dr. Ricardo.
Mas, ele continua a rir. Dez anos se passaram ele ainda não foi julgado.
Só que seu riso tem o mesmo destino do riso de outros: vai amarelar. O tempo passa de um lado, mas estaciona, de outro. Ele ira a júri. Tem enormes possibilidades de ser condenado. Atrasar o julgamento é dessas espertezas cretinas.
Quando ele acontecer, será pior.
Só lamento não poder prender em plenário a policial militar - tenente à época - que foi ao apartamento. E não prender os dois médicos psiquiatras que depuseram, porque até o julgamento estarei na segunda instância. 
Tenham certeza, porém, que tudo, tudo, mas tudo que puder fazer a auxiliar o colega que herdará o caso, eu farei. 
Dou-lhes minha palavra de honra.
Abraço a todos.

Um comentário:

  1. http://gutezitate.com/zitat/103133 “O bem jamais se origina da mentira e da violência”

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