segunda-feira, 5 de agosto de 2013

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Caso Hiromi Sato: Ativistas, Familiares e amigos da vítima protestaram em frente ao apartamento de Gadelha

Arte: Solange Vieira
 

Parentes e amigos da secretária executiva Hiromi Sato protestaram neste domingo (04/08) em frente ao apartamento do advogado Sérgio Brasil Gadelha, que confessou ter matado a vítima. Ele era marido dela.

O ato, que aconteceu na esquina da rua Pará com a avenida Angélica, em Higienópolis, bairro nobre de São Paulo, foi organizado por familiares e amigos de Hiromi e teve o apoio do grupo “Justiça é o que se busca”, uma entidade sem fins políticos e financeiros formada por ativistas e familiares de vítimas de violência e da Campanha pelo Fim da Impunidade, que luta pela Revisão do Código Penal.

Com cartazes, faixas e camisetas, os manifestantes gritaram palavras de ordem e pediram “cadeia para Gadelha”. No final, fizeram um minuto de silêncio em memória da vítima.

De acordo com a presidente do grupo, Sandra Domingues, alguns moradores desceram para apoiar o protesto, que durou das 10h30 até às 12h40.

Sérgio Brasil Gadelha confessou ter matado a então companheira em sua residência. O crime ocorreu no dia 20 de março de 2013, na Rua Pará, no bairro de Higienópolis, em São Paulo, mas o corpo de Hiromi só foi descoberto no dia 22, após Gadelha chamar a filha, Juliana, até o seu apartamento. Quando foi encontrado, o corpo tinha hematomas no rosto, pernas, costas, braços, pescoço e no abdômen. O crime teria sido motivado por ciúme.

Gadelha, de 74 anos, ficou apenas dois dias preso e seguiu para uma clínica terapêutica. Depois, ele teve o direito de cumprir a pena em domicílio. A decisão foi tomada por ele ter endereço fixo e não se opor ao andamento das investigações. Os manifestantes pedem a prisão de Gadelha, que é advogado.

Sergio Gadelha será apresentado ao Tribunal do Júri no próximo dia 9 de agosto. A 1ª audiência de instrução do caso acontecerá às 13:00h no Fórum Criminal da Barra Funda.

O que a família e sociedade espera é que se faça Justiça, que o réu confesso aguarde o julgamento preso.

Por Sandra Domingues, com informações do R7 e Jornal da Band

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