segunda-feira, 5 de outubro de 2015

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TJ-CE nega liberdade à assassina que matou o filho com sorvete envenenado

Arte: Solange Vieira

Esperamos que esse monstro, em corpo de mulher, aguarde o julgamento presa, seja condenada à pena máxima e responda pelos crimes cometidos.
Aguardamos ainda que "outros" (amante, irmã, sobrinha) "envolvidos" nesse crime macabro também sejam investigados e devidamente punidos. A morte do pequeno Lewdinho não pode ficar IMPUNE!

Continuamos acompanhando o caso, e acreditando que a JUSTIÇA será feita!


Matéria: G1 Ceará

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará negou pedido de liberdade para Cristiane Renata Coelho Severino Coelho, acusada de matar o filho com sorvete envenenado e de tentar assassinar o ex-marido, o subtenente do Exército Francileudo Bezerra. A decisão foi tomada por unanimidade na sessão do dia 29 de setembro. Cristiane Coelho foi denunciada por homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, meio cruel e recurso que dificulte a defesa da vítima).

De acordo com decisão do relator, desembargador Haroldo Correia de Oliveira Máximo, a prisão da acusada deve ser mantida pela pela periculosidade do crime cometido. O magistrado destacou que há necessidade de prisão “para o fim de resguardar a ordem pública, pois a acusada [Cristiane], teria, em tese, planejado, com meses de antecedência, a morte de seu companheiro, e mais grave, de seu filho".

A defesa de Cristiane pediu a revogação da prisão preventiva pela aplicação e medida cautelar alegando constrangimento ilegal pela falta de fundamentação no decreto prisional. Quanto a aplicação de medidas cautelares, o relator entendeu que é inadequado a substituição. "Justifica-se em razão da gravidade concreta da conduta, não se mostrando, pois, suficiente para atender às exigências do caso".

De acordo com denúncia do Ministério Público do Estado (MPCE), a ré teria administrado veneno (chumbinho) para o esposo e filho, e logo após simulado uma suposta agressão física para incriminar o marido. No entanto, Francileudo sobreviveu, após ficar vários dias em coma, e negou a acusação da mulher. Depois de acareação entre o casal, ficou revelada a inconsistência da versão de Renata.

Cristiane Coelho teve a prisão preventiva decretada em 5 de maio, pela juíza Daniela Lima da Rocha. A juíza também determinou a quebra de sigilo do perfil social em rede social (Facebook) e de e-mails da acusada e da vítima Francileudo Bezerra, relativos ao período de julho de 2013 a janeiro de 2015. A juíza entendeu que o "interesse público deve se sobrepor à proteção constitucional do sigilo individual, para aferição de possível coautoria do delito".

Na decisão, a juíza ressaltou que os laudos periciais somados aos depoimentos e acareações "demonstram, sem margem de dúvida, a materialidade delitiva, prova de onde também exsurgem mais do que indícios de que Cristiane Renata Coelho Severino utilizou-se de veneno para rato, conhecido popularmente por chumbinho, para ceifar a vida do filho e tentar contra a vida do marido”.

Cristiane Coelho foi indiciada no dia 27 de abril por tentativa de homicídio triplamente qualificado contra o então marido, e por homicídio triplamente qualificado do filho. Com a decisão, Cristiane passou à condição de ré em ação penal e tem prazo de 10 dias para apresentar a defesa das acusações.
Entre os agravantes dos crimes estão motivo torpe, com emprego de veneno, com recurso que torna impossível a defesa, além da vítima ser criança e filho de Cristiane. Se condenada, Cristiane Coelho pode pegar até 30 anos de prisão.

O crime

Na madrugada de 11 de novembro de 2014, o subtenente do Exército Francileudo Bezerra e seu filho Lewdo Bezerra ingeriram veneno para rato conhecido como "chumbinho". A substância foi encontrada no sifão da pia da cozinha da casa do casal.  O pai ficou internado durante 32 dias no Hospital Geral do Exército, em Fortaleza, dos quais em coma por uma semana, e se recuperou.

O militar chegou a ser apontado como suspeito de homicídio, porque no primeiro depoimento a mulher, Cristiane, contou à polícia que ele tinha matado o filho com tranquilizantes e tentado se matar, além de agredi-la. "A Cristiane, que dizia ter sido espancada pelo marido, matou o filho envenenado fazendo uso de sorvete de morango. Não há mais dúvida", afirmou o delegado Wilder Brito, presidente do inquérito.

A motivação do crime, de acordo com as investigações, seria um seguro do Exército de cerca de R$ 150 mil, os soldos do militar e um outro seguro que o subtenente havia feito em nome do filho mais velho. “Ela era a principal beneficiária. O pessoal do Exército, os militares, têm um seguro e ela seria a principal beneficiária. Além disso, além do seguro, ela seria  pensionista do Exército, ela não precisaria trabalhar, todo mês o dinheiro ia cair na conta dela”, disse Francileudo Bezerra, em entrevista.

Investigação

A perícia realizada nos equipamentos eletrônicos usados pelo casal - como notebooks e celulares-, aponta que a mãe da criança fazia pesquisas na internet sobre como envenenar pessoas com chumbinho desde o dia 29 de outubro. "Ela pesquisou como matar uma pessoa envenenada, de como seria a dosagem (...). O tempo para matar uma pessoa envenenada dura de 30 minutos a duas horas, dependendo da dosagem, do aspecto físico da pessoa. No caso da criança, é de 30 minutos. Ela estudou tudo isso durante o período em que ela dizia que estava dormindo", diz.

O documento detalha os termos de busca: "quanto tempo leva para morrer quem ingeriu chumbinho?"; "abordagem dos envenenamentos e das dosagens excessivas de medicamentos"; "matou mulher e ingeriu chumbinho"; "menina de 12 anos morre após ingerir chumbinho em Paulista"; "os elementos da morte" e "suicídio".

"Com a extração dos primeiros dados, nós percebemos que ela também ficou em redes sociais após a morte do filho, discutindo com os internautas, com as pessoas que estavam em uma rede social. Ela montou uma estrutura de defesa para ela. Mas se ela era a vítima, porque aquele comportamento sempre de defesa?”, questiona o delegado. De acordo com Wilder Brito, o planejamento do crime começou em junho de 2014.

Depois de cinco meses, o delegado Wilder Brito não tem dúvidas de que a mãe é responsável pelo assassinato do filho de 9 anos. "Não há uma prova, é um conjunto de provas que demonstra cabalmente que fica impossível a defesa fazer contestações (...). Cada laudo complementa o outro", explica o delegado.


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