domingo, 12 de junho de 2011

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NÃO À ANULAÇÃO DO JULGAMENTO DE BEATRIZ ABAGGE

Caso Evandro ainda está longe de terminar

Mara Cornelsen

Defesa e acusação continuam se degladiando

Se a esperança do juiz Daniel Avelar, da 1.ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, era por fim a uma agonia de 19 anos, conforme afirmou ao ler a sentença de condenação de 21 anos e 4 meses de reclusão para Beatriz Cordeiro Abagge, 47 anos, no sábado (28/05/2011), a realidade está muito longe de atender a expectativa do magistrado.

Como numa arena, defesa e acusação continuam se digladiando em torno da morte de Evandro Ramos Caetano, 6, ocorrida em Guaratuba, em abril de 1992.

Trocando farpas pela imprensa, e vez por outra o Ministério Público acusando a própria imprensa de divulgar matérias que supostamente favoreceriam a acusada, tanto defesa quanto promotores não se satisfizeram com o resultado do julgamento.

Na quinta-feira, a defesa (a cargo do advogado Adel El Tasse) protocolou recurso no Tribunal do Júri pedindo anulação do julgamento. A alegação é de cerceamento de defesa, baseado em pedidos de exames que não foram feitos e no desaforamento do caso do Fórum de São José dos Pinhais para o tribunal de Curitiba. Na verdade, estas são teclas já bem batidas por defensores anteriores que também não conseguiram êxito em seus pedidos.

A equipe de El Tasse entrou em cena 30 dias antes do julgamento de Beatriz. Nos 19 anos pelos quais o caso se arrasta, já se perderam as contas de quantos advogados nele atuaram, alguns do calibre de Osmann de Oliveira, Ronaldo Botelho, Antônio Figueiredo Bastos, Ronaldo Albizu de Carvalho, e outros.

A resposta

Anteontem foi a vez do Ministério Público de apelar. Os promotores buscaram dar uma resposta à altura e colocaram em xeque inclusive a decisão do juiz, em permitir que Beatriz Abagge aguarde em liberdade o recurso da defesa.

Eles entendem que somente o juiz da Vara de Execuções Penais pode decidir sobre isso. Também dizem que o juiz Avelar não poderia diminuir a pena em virtude da confissão da ré, pois ela sempre negou a prática do crime.

Porém a mesma confissão, obtida de forma duvidosa (defesa e acusada asseguram que foi conseguida mediante tortura), foi usada pela acusação para incriminá-la.

O que os promotores querem é que a pena seja aumentada e Beatriz a cumpra em regime fechado. A defesa, por sua vez, quer anular o julgamento, que durou 32 horas e aconteceu nos dias 27 e 28 do mês passado.




NÃO À ANULAÇÃO DO JULGAMENTO

Foi por causa da MONSTRUOSIDADE mostrada no vídeo acima que uma das  "Bruxas de Guaratuba" foi JULGADA E CONDENADA pelo TRIBUNAL DO JÚRI.

Não podemos aceitar que o julgamento, depois de 19 anos de impunidade, seja anulado.

A ASSASSINA do pequeno Evandro JULGADA E CONDENADA pelo Tribunal do Júri deveria apodrecer na cadeia, a pena aplicada, o regime semi-aberto é banalizar demais a vida de um anjo inocente.

Devemos nos manifestar e pedir ao MP que consiga o aumento da pena, pois diante da monstruosidade que foi feita contra esse anjo inocente, a pena aplicada é uma afronta à família do pequeno Evandro e toda a sociedade.

EXERÇAM A CIDADÂNIA EM DEFESA DE UM ANJO INOCENTE

Vamos enviar e-mails ao Tribunal de Justiça do Paraná, ao Ministério Público, à imprensa...vamos pedir que a pena aplicada  seja revista e que pelo menos UMA DAS BRUXAS, já que a outra não pode mais ser julgada, tenha uma CONDENAÇÃO EXEMPLAR!

Reforcem na mensagem enviada ao TJ do Paraná e ao MP que o Tribunal do Júri ocorreu dentro da maior LEGALIDADE.

A ré teve sua ampla defesa garantida, tendo, inclusive, anexado laudo pericial particular ao processo.

Não houve, em nenhum momento o cerceamento à sua defesa e que, à vista dos fatos, o conselho de sentença, na sua maioria, optou pela condenação da ré, não havendo, portanto, motivos para que o Tribunal do Júri ocorrido na data de 27/05/2011 seja anulado!

Mas diante da monstruosidade cometida ao pequeno anjo, pela qual ela foi devidamente julgada e condenada, merece que sua pena seja revista e aplicada com maior rigidez.

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