sexta-feira, 22 de novembro de 2013

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Justiça feita por Fernanda Cristina Simão

Arte: Solange Vieira

DEPOIS DE 5 ANOS...AINDA QUE TARDIA A JUSTIÇA FOI FEITA

Na noite de 12/11/2013, após 10 horas de julgamento, FELLIPE EDUARDO SEGALLA foi condenado pelo assassinato da jovem Fernanda Cristina Simão, a 21 anos de reclusão em regime fechado.

Integrantes da ONG Justiça é o que se Busca estiveram presentes para acompanhar o julgamento e para nós a Vitória teve sabor de VITÓRIA com letras maiúsculas...pois além do caso de ter ficado 5 anos impune...pois o Juiz entendeu, em 2010, que não existiam elementos suficientes para pronunciar o réu à júri popular, mesmo tendo sido encontrado sangue da Fernanda, comprovado através de DNA, na bermuda do acusado.

A promotoria recorreu e em março desse ano os desembargadores julgaram o recurso e decidiram mandá-lo à júri.
E ainda por cima, como ele não é réu primário...já cumpre pena por assalto e porte de arma...tratando-se agora de crime hediondo, ele cumprirá 3/5 da pena, ou seja, pelo menos 12 anos o assassino ficará preso.

Impecável e brilhante a atuação do promotor Dr. Rogério Zagalo, permitindo que a Justiça fosse feita...a ele nossos sinceros agradecimentos. Estendido também ao promotor José Carlos Cosenzo que acompanhou todo o processo e aos Delegados de Polícia Fábio e Marcelo Ferrarri.

Parabéns amigo Klaiton Luís Ferretti Simão, pai guerreiro, por sua incansável Busca por Justiça. Agora a Fernanda poderá descansar em paz.

Do ocorrido:

Fernanda Cristina Simão, 17 anos de idade, filha do amigo de luta Klaiton Luís Ferretti, foi assassinada, a facada, dentro de casa, no real parque, Zona Sul de São Paulo, em 12 de abril de 2008. O padrasto foi apontado como sendo o suspeito do crime.

Apesar de provas substanciais recolhidas no inquérito, (manchas de sangue, comprovado através de DNA ser de Fernanda, encontradas na bermuda do suspeito de ter assassinado a jovem, relatos de várias testemunhas, além de um eficiente trabalho da equipe do DHPP), a "justiça" entendeu que o acusado não deveria ir à Júri Popular.
O padrasto, suspeito de ter assassinado a jovem Fernanda, ficou alguns meses preso, mas foi libertado, pois o Exmo. Juiz Dr. Carlos Eduardo Oliveira de Alencar não viu provas suficientes para levá-lo à julgamento.

Na tarde de 18/03/2013 os desembargadores do TJSP, por unanimidade, PRONUNCIARAM, depois de quase 5 anos, o acusado à Júri Popular.
O recurso foi interposto pelo promotor José Carlos Cosenzo, do 5º Tribunal do Júri e a leitura da sentença foi feita pelo desembargador relator Alex Zilenovski, da 2ª Câmara de Direito Criminal.

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