sexta-feira, 6 de março de 2015

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Justiça "feita" por Fábio Alexandre Maisel Costa



Por Sandra Domingues

Em 05/03/2015 Thiago Barrilli, assassino de Fábio Alexandre Maisel Costa, foi condenado, por homicídio duplamente qualificado e porte ilegal de arma. A leitura da sentença foi feita às 23:45 no Fórum de Santana, zona norte de São Paulo, pelo Juiz de Direito do Tribunal do Júri Dr. Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, que aplicou a dosimetria de 19 anos, 1 mês e 5 dias de prisão em regime inicialmente fechado. Por ser reincidente cumprirá 3/5 da pena, sendo que ele já está há quase 3 anos preso, continuará por "apenas" mais 8.

A família de Fabinho foi condenada à prisão perpétua, da dor e do sofrimento e a vítima à pena de morte...mas o ASSASSINO poderá daqui à 8 anos refazer a sua vida...ou melhor, dar sequência a ela, pois ele está preso há quase 3 anos e tem uma filha de 1 ano, fruto dos Motéis Presidiários.

Justiça seria mesmo se ele cumprisse a pena em sua totalidade, ou seja, os 19 anos determinados pelo juiz....mas o advogado de defesa pautou o seu discurso em cima de que isso chama-se vingança....Então o que seria justiça?!

Parabéns ao promotor Dr. André Luiz Bogado Cunha e ao Assistente de acusação Dr. Cristiano Medina da Rocha que mais uma vez foram impecáveis e conseguiram o resultado que esperávamos, ainda que a pena nunca seja a "justa".

Foi um júri repleto de dor e emoção...onde a imagem da vítima e da família foi o tempo todo imaculada, numa inversão de valores de causar repulsa em qualquer um. Foi revoltante como a *defesa, o tempo todo, de forma inescrupulosa, tentava denegrir a imagem da vítima e jogar para os pais dele a responsabilidade, pelo fato do Fabinho, um jovem de 21 anos, educado, recém formado, estar às 04:00 horas da manhã num posto de conveniência, bebendo com os amigos...como se isso fosse crime e ele merecesse ser morto por conta disso. Sendo que o "cliente" do advogado, estava no mesmo lugar, no mesmo horário, nas mesmas condições, só que...armado.

O sofrimento que se abateu há 3 anos e meio sobre essa família era notório a todo instante, nos choros e rosto dos pais, irmã e avó de Fabinho. Meu carinho e solidariedade aos queridos amigos de luta. Que agora eles possam ter um pouco de paz e o caminho do Fabinho seja sempre repleto de luz.

Agradeço a todos os integrantes do Grupo Justiça é o que se Busca que estiveram presentes, prestando apoio e solidariedade aos familiares de Fabinho.

* Recuso-me a mencionar o nome do advogado de defesa, pois não gosto de dar ibope para DEFENSORES de ASSASSINOS...ainda mais desse nível!


Do crime:

O jovem Fábio Alexandre Maisel Costa, 21 anos, recém formado em Tecnologia de Informação na área de gerenciamento de redes de computadores, foi assassinado na madrugada de 25/09/2011, na Av. Luiz Dumont Villares, 1422 – Parada Inglesa, em uma loja de conveniência junto ao posto de serviços Ipiranga, em São Paulo.

O assassino, Thiago Barrilli, que na ocasião tinha 27 anos, encontrava-se em liberdade. Na ocasião do assassinato ele fugiu, mas foi identificado e apresentou-se dez dias após o crime.

Réu confesso, foi pedido pelo Dr. Delegado titular da 39ª DP da Vila Gustavo, Dr. Pedro Luis de Souza, onde estava ocorrendo o inquérito policial, sua prisão preventiva que foi indeferida por uma Dra. Juíza que alegou ter o assassino residência fixa e ter se apresentado, porém, o mesmo não era réu primário, visto já ter cometido outros crimes e ter sido sentenciado. Beneficiou-se de Habeas Corpus. Seu processo tramitou até meados do ano de 2011.

O promotor Dr. André Luiz Bogado Cunha apresentou denúncia e pedido de prisão ao Exmo. Sr. Doutor Juiz de Direito do 2º Tribunal do Juri da Capital SP, endossando o mesmo pedido do delegado da 39ª DP Vila Gustavo Dr. Pedro Luis de Souza.

Thiago Barrilli teve a prisão decretada em 18 de maio de 2012 e foi conduzido ao 39º DP. O acusado aguardava, desde então, o julgamento preso no CDP de Pinheiros.

"Quando temos que ser a voz dos inocentes...Justiça é o que se Busca"






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