No dia 07 de abril de 2011 a juíza Elizabeth Louro, do 4º Tribunal do Júri, libertou Luiz Carlos Oliveira, 51 anos, acusado de matar a estudante, Mariana Gonçalves de Souza, 21 anos.
— Foi um ato episódico, um desatino de paixão e que dificilmente ele (Luiz Carlos) vai encontrar outra mulher pela qual ele se apaixone dessa maneira. Não vi clamor público que motivasse a manutenção de sua prisão. Ele facilitou as investigações se entregando no dia seguinte e confessando o crime. Também não vi, nos autos, qualquer ameaça a outras pessoas envolvidas no processo, como familiares da vítima — disse a magistrada.
Mariana Gonçalves de Souza foi encontrada degolada na tarde de 07/03/2011 dentro de uma creche em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio.
"Não vi clamor público que motivasse a manutenção de sua prisão" diz a juíza...
A Juíza Elizabeth Louro praticamente jogou a responsabilidade para a população...esperando que a sociedade reaja para que ela possa então justificar o porquê desse "animal" não ficar preso....como se o crime em si propriamente não justificasse.
Se de fato esse "selvagem" não representasse perigo à sociedade a jovem Mariana estaria viva.
Hoje, 30/04/2011, aconteceu em Campo Grande uma Manifestação em prol de Justiça por Mariana. Carlos Santiago, pai da adolescente Gabriela Prado Maia Ribeiro assassinada numa troca de tiros em 2003 no metrô da Tijuca-RJ, e alguns ativistas do Movimento Gabriela Sou da Paz estiveram lá para apoiarem esse ato de cidadania e prestarem solidariedade à família de Mariana.
E se fosse sua filha excelentíssima juíza?
O caso seria tratado como uma paixão fulminante?
Vossa meritíssima teria por ele a mesma compaixão?
Estamos fartos de tanta Impunidade e de ficarmos a mercê dos doutores das leis que se acham acima do bem e do mal e tentam justificar o injustificável.
JUSTIÇA PARA O PEQUENO EVANDRO...AINDA QUE TARDIA!!!
Esse pequeno anjo, Evandro Ramos Caetano, de apenas 6 anos de idade, morreu de forma CRUEL e MACABRA e o crime 19 anos depois continua IMPUNE.
Dos 7 acusados apenas 3 foram julgados, condenados e presos.
Mas o inacreditável é que os que se safaram da prisão, foi baseado na alegação que o corpo não era do menino, mesmo os laudos de exames odontológicos e de DNA - este com resultado 99,99% positivo - comprovando cientificamente a identidade do cadáver.
E a defesa alega que uma vez que não foi provado que o corpo encontrado era do menino, não havendo corpo, não haveria crime.
Então por que 3 dos 7 acusados estão presos por esse CRIME MACABRO???
Porque a corda sempre arrebenta para o lado dos mais fracos !
R E V O L T A N T E !!!
O novo e derradeiro júri
Está marcado para a quinta-feira, 28/04/2011, em Curitiba, o segundo júri popular a queBeatriz Abagge será submetida – ela é acusada de, com a cumplicidade de sua mãe, ter assassinado em 1992 o garotinho Evandro Ramos Caetano, de 6 anos, um alegre menino loirinho que era conhecido e amado em toda Guaratuba. Pesa ainda contra Beatriz, segundo o processo, a acusação de o “crime ter sido praticado em um satânico ritual de magia negra”: Evandro teve o peito rasgado, retiraram-lhe o coração e as vísceras, amputaram-lhe mãos e pés, escalpelaram-no e vazaram seus olhos. No primeiro júri do “caso Evandro”, realizado em 1998, mãe e filha sentaram-se no banco dos réus e foram absolvidas – é o júri mais longo da história do Brasil com 34 dias de duração.
O Ministério Público recorreu da sentença de absolvição da filha e da mãe, e há cerca de um mês o STF decidiu por novo julgamento. A diferença é que, dessa vez, apenas Beatriz será julgada, já que Celina está com 72 anos e pela legislação brasileira a punibilidade cessa quando completada a sétima década de vida.
Dia 30/03/2011 completou 3 anos da partida desse pequeno anjo que modificou as nossas vidas.
Através da pequena Isabella muitos se uniram em orações e na luta por Justiça. Hoje as pessoas estão mais conscientes da necessidade em não se omitir, não se calar...em denunciar.
Isabella é um marco em nossas vidas...depois da pequena Isabella temos outra história para contar...eu pessoalmente posso afirmar...
"Pequena Isabella você mudou o meu destino e deu outro sentido ao meu viver...você me transformou num ser humano melhor...através de você descobri que existe um mundo lá fora e que não podemos viver em torno do nosso umbigo. Através de você desabrochou em mim um ser humano que luta por justiça e que se importa verdadeiramente com seus semelhantes.
Pequena Isabella você modificou o meu viver...eu te amo sem nunca tê-la conhecido e vou te amar por toda minha vida.
Descanse em paz pequeno anjo...que seu caminho seja sempre repleto de luz e que você seja sempre a nossa estrelinha!"
Com o peito ainda massacrado de dor e a alma repleta de saudades, a família Carneiro convida para a celebração da missa e culto pela passagem de 1 ano da Thaisinha.
Missa: 15/04/2011 às 17h na IGREJA DO ROSÁRIO (Jaguaribe)
Culto Evangélico: 17/04/2011 às 17:30h na Primeira Igreja Batista do Cristo.
João Pessoa - PB
Aryane Thaís Carneiro de Azevedo, 21 anos, estudante, estava gravida quando foi estrangulada e o seu corpo deixado em um matagal, João Pessoa-PB, em 15/04/2010.
Em 17/04/2010, dois dias depois de o corpo de Aryane de Azevedo ser encontrado às margens da BR-230, familiares e a defesa do principal suspeito pelo crime apresentam versões distintas para o assassinato. De um lado, os parentes acreditam que Luiz Paes de Araújo Neto, o estudante de Direito da Unipê, estrangulou Aryane de Azevedo. O motivo seria a revelação de um teste positivo de gravidez achado em poder de Aryane de Azevedo. O exame provaria que o universitário seria pai do bebê esperado por Aryane de Azevedo.
Na outra ponta do caso, a defesa do acusado rechaça a história. Admite que ele esteve com a menina no dia do crime. Mas atribui a um terceiro elemento o homicídio.
Caso Cassaro: júri é adiado para junho por falta de advogados
Depois de 29 anos, a família do ex-prefeito de São Gabriel da Palha, Anastácio Cassaro, foi vítima de mais uma manobra para evitar que os acusados sejam julgados. Anastácio Cassaro foi assassinado em 1986. O julgamento dos cinco acusados, que começaria nesta terça-feira (29) foi adiado para o dia sete de junho. Apenas Carlos Smith Frota, estava acompanhado de um advogado durante o julgamento, que está acontecendo nesta terça na 1ª Vara Criminal de Vitória.
Isso porque quatro dos cinco réus no processo estavam sem advogados. Dois deles alegaram que o mesmo advogado estava com problemas de saúde e não pode comparecer. O advogado José Pedro de Barreto defenderia os acusados Fernando Lourenço de Martins e Edvaldo Lopes de Vargas, porém uma cirurgia de urgência fez ele se ausentar do compromisso. Na última sexta-feira (25), o advogado extraiu um dente.
Os outros dois, Jorge Antônio Costa e Luis Carlos Darós, afirmaram não ter condições para pagar um defensor. O juiz entendeu que os quatro acusados não tinham condições de ir para juri, e os liberou do Fórum. Antes disse, os orientou a entrar em contato com a Defensoria Pública do Espírito Santo e solicitar um advogado. Caso eles não cumpram o acordo, o juiz, por cautela, haja visto um novo pedido de adiamento, já se preveniu e nomeou o advogado Rafael Almeida de Souza, como defensor da ativa para ambos os acusados.
Para a filha do ex-prefeito, Sandra Cassaro, o coração fica doloroso com o adiamento do julgamento, mas afirma que essas manobras dos acusados só a fortalece. "De hoje (terça) até o dia sete de junho quero expor ao máximo o caso, distribuir panfleto, pendurar cartazes, reunir vítimas do Brasil todo e encher esse plenário", destaca.
Para Sandra o juiz cumpriu o papel dele, o que está errado é a lei. Ela tem muita fé que o homem que está julgado nesta terça - Carlos Smith Frota- será condenado, alegando que Frota está "atolado até o pescoço" com a justiça. O juiz Marcelo Soares Cunha, junto com os sete jurados, espera julgar Frota ainda na tarde desta terça. O juiz determinou uma nova data para julgar os outros quatro réus, no dia sete de junho deste ano.
Relembre o caso:
Anastácio Cassaro foi morto em 3 de abril de 1986, com dois tiros na cabeça, dentro de seu automóvel, em Goiabeiras, Vitória. Na época do crime, a promotoria entendeu que o motivo seria o interesse público. O prefeito teria sido assassinato para que o vice Firmino Martins ocupasse seu cargo.
Martins, no entanto, com 86 anos, foi liberado pela justiça, com o pedido de crime prescrito. Até 2009, o processo estava parado. Na época do crime Sandra Cassaro tinha 20 anos, e afirmou não saber o teor do processo. Em 2009 ela fez uma denúncia ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e conseguiu retomar o caso.
A filha da vítima relembra que o pai era muito querido na cidade, conhecido como "estufa urna" no município.
Movimentos Solidários. Grupos ativistas contra a violência de sete estados do país estavam no júri na terça-feira (29/03/2011) para apoiar a família Cassaro.
irmã Julia Depweg, Carlos Santiago, Hiper Carneiro e Janete Nakashima
Família Cassaro
Representantes do Movimento Basta com Erros Médicos e ASPACEM
Representantes do MOVIDA
Representantes do Movimento Mães na Dor
União contra a impunidade
Na frente do fórum de Vitória, faixas e cartazes mostrando a dor de muitas outras famílias, que também vivem o luto e vieram acompanhar o julgamento. Para o julgamento, vieram muitos parentes de Anastácio Cassaro, como o sobrinho que estava com ele no dia do crime. Além dos familiares de Cassaro, representantes de entidades sociais e parentes de pessoas que morreram de forma violenta em outros Estados compareceram ao julgamento em Vitória para prestar apoio.
A mãe da advogada Mércia Nakashima, assassinada no ano passado em São Paulo, acompanhou o júri popular. Janete Nakashima concorda com Sandra Cassaro sobre a tentativa de manobra da defesa, o que classificou como um absurdo. "Eu vim para apoiar a família e também para pedir apoio. Nós queremos prender os assassinos, estamos nos organizando para que a impunidade diminua, temos que mudar o Código de Processo Penal. O que nós vimos aqui hoje foi um absurdo", frisou.
Hiper Carneiro é de João Pessoa (PB), e representa o grupo "Mães no Dor". Ela teve a filhaAryane Thaísassassinada grávida há 11 meses. Ela afirmou que voltará ao estado para o julgamento dos outros quatro acusados em junho. "É necessário dar esse apoio, só quem perde um ente sabe a dor. Enquanto vida eu tiver vou clamar essa vóz que não cala", declarou.
O grupo Movimento pela Vida (Movida), estava representado pelas paraenses Iranilde Russo e Andrelina Pereira, que perderam os filhos também assassinados e Angélica Elmescany, noiva de Maycon Pantoja, vítima de latrocínio.
Representante do Comitê Dorothy, a irmã Julia Depweg, veio a Vitória para lembrar a morte da missionária Dorothy Stang, assassinada em 2005 no Pará, e para acompanhar o caso de Anastácio Cassaro. Para ela o adiamento do julgamento da maior parte dos acusados é uma cena repetida. "Parece que é uma estratégia que a defesa usa para ver se adiando o julgamento o outro lado desiste e esquece o caso. E foi o que aconteceu com o caso da irmã Dorothy, no Pará, e o que se repetiu aqui. Mas nós nunca vamos desistir. Temos que mudar esta lei, que parece ser a lei da impunidade", disse a também missionária americana que vive no Brasil há mais de 20 anos.
Um dos acusados de ser o mandante do assassinato do Prefeito Anastácio Cassaro, Carlos Smith Frota, foi julgado pelo tribunal do júri e após 3 dias de julgamento, na madrugada de 01/04/2011, 25 anos depois, foi condenado a cumprir 15 anos de prisão em regime fechado! Como o réu encontrava-se em liberdade, permanecerá em liberdade até que se esgotem os recursos da defesa.
Durante a sessão, a promotora Joana D’arc Guzanski citou casos de assassinatos de grande repercussão no Espírito Santo e defendeu que eles teriam sido praticados por uma organização criminosa que atua no Estado, inclusive a morte de Cassaro.
Os quatro primeiros votos abertos dos sete jurados, já deram a condenação, e de acordo com a lei, os outros três votos não foram necessários serem abertos.
O advogado de defesa Jorge Florentino recorreu da decisão junto ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) sob o argumento de que “a decisão foi contrária à prova dos autos”. Florentino acredita que o processo deve ser avaliado pelo TJES somente após o julgamento dos outros quatro acusados. Enquanto isso Frota permanece em liberdade.