sexta-feira, 30 de março de 2012

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16 anos das Mães da Sé

"Tanto quanto doloroso perder um filho para a violência é não saber onde, como e com quem está esse filho....portanto essas famílias merecem todo nosso apoio, carinho e solidariedade" (Sandra Domingues)


 16 anos das Mães da Sé

Local: Catedral da Sé
Data: 31 de Março de 2012 (sábado)
Horário: 14:00h

Vestimenta sugerida: Camiseta branca


Por mães da Sé

No dia 31 de Março de 2012, faz 16 anos que as Mães e Pais de filhos desaparecidos sentam-se à escadaria da Igreja da Sé mostrando as fotos dos seus filhos.

São 16 anos de luta, indignação, resiliência, revolta e constantes busca por respostas. 16 anos na busca de respostas dos âmbitos municipais, estaduais e federais. São 16 anos que muitos problemas já poderiam ser revolvidos! 16 anos de pura falta de vontade política! 16 anos de dormência (por falta de conhecimento!) da sociedade civil para o assunto!

Até quando seremos resignados?! Não estou me referindo à anarquia! Estou me referindo a nos unirmos em corrente e buscarmos nossos direitos como mães e pais de desaparecidos!

Amigos, convido a estarem conosco no dia 31/03/2012, às 14:00h, em frente à Catedral da Sé, no Centro de São Paulo-SP por um manifesto pelas Pessoas Desaparecidas do Brasil!

Participem!

Integrantes do UDVV (União em Defesa das Vítimas de Violência) estarão presentes, prestando solidariedade a essas famílias, dilaceradas pela dor.

Ajudaremos no recolhimento das assinaturas do abaixo-assinado proposto pela Sandra Moreno, mãe de Ana Paula Moreno Germano, desaparecida há 1 ano e 4 meses, que propõe um Projeto de Lei, com 1 milhão de assinaturas, a serem entregues no Senado, para que as mães de desaparecidos tenham uma atenção maior e melhor do estado e que esse por sua vez tenha maior comprometimento com a causa, onde haja maior e melhor divulgação dos desaparecidos e empenho da polícia nas buscas, além do apoio pscicológico as famílias dos desaparecidos.

quarta-feira, 28 de março de 2012

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4 anos sem a pequena Isabella Oliveira

29 de março de 2008 um dia que jamais esqueceremos

Naquele dia fatídico acontecia a tragédia envolvendo a pequena Isabella Oliveira Nardoni, que foi espancada, estrangulada e jogada do 6º andar do Edifício London, na zona Norte de São Paulo, onde o seu pai morava com a madrasta e com os seus dois irmãos, filhos do casal.
O crime aconteceu às 23:30 do dia 29 de março de 2008, sendo que a pequena, ainda com vida, foi socorrida pelos bombeiros, mas não resistindo aos ferimentos veio a falecer nos primeiros minutos da madrugada do dia 30.

Os acusados, julgados e condenados pelo assassinato da pequena Isabella são o pai e a madrasta da menina; Alexandre Alves Nardoni e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá. Os dois foram julgados, pelo Tribunal do Júri, na noite de 27 de março de 2010, condenados por homicídio doloso triplamente qualificado, tendo as seguintes penas aplicadas; 31 anos de prisão, em regime fechado, (ele) e 26 (ela).

Os assassinos, julgados e condenados nunca assumiram o crime, mesmo diante de todas as provas e evidências e a defesa tenta, a todo instante, desclassificar o trabalho da polícia e perícia de São Paulo, tentando anular o julgamento ou conseguir a redução das penas, porém a pequena Isabella e sua família não tiveram uma 2ª chance e a eles só restou a dor da saudade e as lembranças de uma vida, ainda que curta, repleta de muito amor e alegria.

Que o seu caminho seja sempre repleto de luz pequeno anjo, que você possa descansar em paz e que Deus continue abençoando e dando forças para sua família superar essa perda irreparável, tendo a certeza de que você brilhará eternamente no céu, como uma linda estrelinha, que jamais se apagará.

Isabella viverá para sempre em nossos corações!!!

Meu carinho e solidariedade à Ana Carolina Oliveira, mamãe da Isabella, e a toda família da pequena, em especial a vovó Rosa, avó materna da menina, a quem muito estimo e sempre consegui, desde os primeiros minutos, na condição de avó, me colocar no lugar dela.

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JUSTIÇA feita, condenado e preso o algoz de Alexandre Andrade Reys

Promotor de Justiça André Luiz Bogado Cunha

Nossos agradecimentos ao brilhante trabalho exercido pelo promotor de Justiça, Dr. André Luiz Bogado Cunha, que atuou nos dias 26 e 27 de março de 2012, no julgamento de Ismael Vieira da Silva, assassino confesso do jovem Alexandre Andrade Reys, filho do nosso amigo de dor e luta Heitor Reys, presidente da AFVV (Associação das Famílias Vítimas de Violência) de Mato Grosso, assassinado aos 18 anos, no dia 23 de maio de 2008, durante uma briga de trânsito no Jabaquara, zona Sul de São Paulo.

O Júri popular teve inicio às 13h do dia 26 de março, sendo realizado no Fórum da Barra Funda, na capital de São Paulo, plenário 8. 

Depois de quase 4 anos de Impunidade, 3 júris adiados, muita luta e sofrimento, enfim a família de Alexandre Reys pode ver a justiça ser feita. No dia 27 de março, às 22h30m, Ismael Vieira da Silva foi condenado pelo Tribunal do Júri, a 21 anos e 4 meses de reclusão em regime inicial fechado e 12 dias multa, sendo que a condenação foi; 18 anos pelo homicídio e 3 anos e 4 meses de reclusão, além de 12 dias multa, por porte ilegal de arma de fogo.

O réu, que aguardou o julgamento durante esses 4 anos em liberdade, teve a prisão preventiva decretada e saiu algemado do Fórum, sendo conduzido ao presídio, uma vez que o pedido de Habeas Corpus preventivo, impenetrado pela defesa, foi negado.

Estendemos nossos agradecimentos e cumprimentos ao assistente de acusação Dr. Luiz Laurenberg Eubank Arruda e ao Meritíssimo Doutor Juiz Bruno Ronchetti de Castro que aplicou a pena mediante o crime hediondo cometido, por motivo fútil e ainda por tratar-se de um assassino em potencial, decretou a prisão do réu, que até então respondia o processo, desde a data do crime, em liberdade.

O julgamento foi muito tenso, a defesa tentou a todo instante se valer de suas artimanhas e manobras para tentar anular, pela 4ª vez, o júri, desacatou o excelentíssimo juiz, alegando que o mesmo estava agindo com parcialidade, além de ofender por várias vezes o ministério público, ameaçou deixar o plenário e ir embora, como fez no último julgamento, que acabou sendo suspenso. Foi muito cansativo, porém tanto ministério público, quanto o juiz, não se deixaram levar pelo joguinho da defesa e conduziram o julgamento de forma exemplar!

Tomei um cartão vermelho, quase nos 45 minutos do segundo tempo...mas não consegui me conter ao ouvir o advogado de defesa, na tréplica, ler um texto da Revista Época, de outubro de 2002, onde um determinado "advogado renomado" dizia que se arrependia das vezes que havia atuado na acusação e em nenhuma das vezes que atuou na defesa, pois cadeia não recupera ninguém...olhou para os jurados e afirmou "cadeia não é a solução". Nessa hora não me segurei e sugeri então que ele o levasse para sua casa.

Fui advertida pelo Juiz e o mesmo ordenou que eu me retirasse do plenário, uma vez que havia nos orientado a não nos manifestarmos, porém depois de 5 minutos ordenou aos policias que me deixassem voltar para assistir a leitura da sentença e antes da mesma
nos parabenizou pelo trabalho que estamos desenvolvendo com as famílias, vítimas de violência, acompanhado os julgamentos e nos pediu para que lutássemos também pela Revisão do Código Penal, principalmente no que diz respeito ao 1º Tribunal do Júri, para que o Juiz possa ter maior autonomia e não ficar a mercê das artimanhas da defesa, como por exemplo, criar-se leis que impeçam o cancelamento do júri; que o julgamento seja gravado; que haja uma maior atuação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), no que diz respeito a acompanhar o orçamento destinado ao tribunal, para que seja possível melhorias que visem um maior conforto aos jurados, oficiais da justiça e pessoas que participam do plenário, sugestões essas que serão encaminhadas à deputada federal Keiko Ota, que além de ser a presidente do UDVV (União em Defesa das Vítimas de Violência), é também a responsável pela Frente Parlamentar em Defesa das Vítimas de Violência.

Dessa vez, a sensação foi a de Justiça feita, porém com o coração apertado, ao saber que um jovem inocente de apenas 18 anos, perdeu a vida por motivo fútil e outro, hoje de apenas 27 anos, estragou sua vida ao adquirir de forma ilegal uma arma e fazer uso da mesma, tirando a vida de um inocente, por causa de uma briga de trânsito. Infelizmente foi esse o caminho que o réu traçou para sua vida e a do jovem Alexandre Reys não tem volta!

Que a condenação de Ismael sirva de exemplo para outros jovens não banalizarem a vida e o ser humano; que o tempo no qual passará recluso sirva-lhe de reflexão; que enfim a família da vítima possa ter um pouco de tranquilidade, vendo a justiça ser feita e por fim; que o jovem Alexandre descanse em paz!


 

Nossos agradecimentos também a todos os amigos de luta, integrantes do UDVV (União em Defesa das Vítimas de Violência), presidido pela deputada federal Keiko Ota, que estiveram presentes, nesses dois dias, acompanhando o julgamento e solidários à família da vítima.

O UDVV é formado por familiares de vítimas, ativistas e movimentos que lutam por Paz e Justiça:

Dentre eles estiveram presentes:

Familiares do jovem Alexandre Andrade Reys; Avó Malu; mãe Thays Silva Andrade, tias Claudia e Sylvana Pivotto; o pai Heitor Reys, presidente da AFVV(Associação de Familiares de Vítimas de Violência)-MT;
Sr. Masataka Ota e Roberto Sekiya, representando o Movimento Ives Ota-SP;
Sandra Domingues, representando o Movimento Gabriela Sou da Paz-RJ;
Clóvis, representando o Movimento Justiça Brasil-ES;
Pedro Amadeu Dos Passos, representando a ONG Cure o Mundo;
Lucilene Isabel, representando o MOBEM (Movimento Basta com Erros Médicos);
Marta Consoli, mãe de Bianca Consoli
Maria do Carmo Maciel, mãe do pequeno Nicollas Maciel Franco, com Aparecido;
Juliane Oliveira.

Quanto a mídia...

E como não poderia de deixar de fazer o meu protesto, aproveito para ressaltar o que mencionei dias atrás sobre a questão de casos esquecidos pela mídia.

Mais uma vez a mídia não estava presente, apesar de ter sido amplamente divulgado nas redes sociais, enviado sugestões de pauta por e-mail, então reforço a tese que, diferente do que somos tachados, "aqueles que só aparecem em casos midiáticos", a mídia só nos enxerga nos casos midiáticos, pois é onde eles estão. Nos "pequenos", àqueles esquecidos pela mídia e sociedade, passadas algumas semanas da tragédia, somente os familiares das vítimas e nós é quem estamos presentes! Porém a dor de um pai e uma mãe que perdem o filho para a violência é a mesma...sem distinção!

Links Relacionados:

Assassino de Alexandre Andrade Reyes vai à julgamento pela 4ª vez
JULGAMENTO DO ACUSADO DE ASSASSINAR ALEXANDRE REYES

terça-feira, 20 de março de 2012

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9 anos de saudades de Gabriela Prado Maia Ribeiro


Gabriela Prado Maia Ribeiro, a menina dos olhos azuis da cor do mar...

Adolescente, amada, estudiosa, carinhosa, idealista...teve os seus sonhos interrompidos, no dia 25 de março de 2003, aos 14 anos de idade, ao ser vítima de uma bala perdida, numa troca de tiros entre policiais e bandidos, na escadaria do metrô da Estação São Francisco Xavier, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Os 5 assaltantes foram presos e condenados, mas não pela morte de Gabriela e sim pelo assalto à bilheteria do metrô, uma vez provado que a bala que atingiu Gabriela partiu da arma do policial...sendo esse absolvido.
Um dos criminosos envolvidos na morte de Gabriela8 anos depois, já estava nas ruas novamente e em 2011 foi morto na “guerra do tráfico”em Niterói.

Com Gabriela foram também os sonhos de seus pais; realizar a tão desejada festa de 15 anos no mar;  vê-la formada, talvez em veterinária, já que essa era uma de suas paixões; vê-la sair da adolescência; entrar na juventude; casar; ter filhos...sonhos interrompidos, deixando apenas lembranças de uma curta vida, que foi vivida com muita intensidade e que em tão pouco tempo fez história e deixou muita saudades.

Esteja onde estiver anjo Gabriela, que o seu caminho continue sendo repleto de luz e que você possa continuar a nos iluminar.


Gabriela é mais do que um anjo...uma  Bandeira de Luta, um Ícone contra a Impunidade!

A imagem da Gabriela fazendo o símbolo da paz que deu origem ao símbolo da campanha surgiu espontaneamente em 2001.
Gabriela adorava tirar fotos e tirou uma foto fazendo o símbolo da paz, a família forneceu várias imagens de Gabriela aos veículos de comunicação, mas essa imagem em especial ganhou grande destaque na mídia por razões óbvias e perpetuou seu caso.

Hoje a imagem da Gabriela e o Movimento Gabriela Sou da Paz são nacionalmente conhecidos.

O Movimento Gabriela Sou da Paz foi criado pelos pais de Gabriela Prado Maia Ribeiro, Cleyde Prado Maia Ribeiro e Carlos Santiago Ribeiro ambos psicólogos. 

Juntos com muita força e luta fizeram uma campanha de mobilização nacional, recolhendo assinaturas para uma emenda popular que altere 6 itens do código penal, eliminando as brechas da lei,  dentre eles um que permite com que réus confessos estejam livres e possam praticar outros delitos.

A campanha de recolhimento de assinaturas para encaminhar ao Congresso Nacional um Projeto de Emenda Popular começou em 2003, sendo entregues 1.300.000 assinaturas em 08/03/2006.

Mas até hoje, 6 anos depois, o Projeto continua engavetado no Congresso Nacional à espera de votação!

Links Relacionados:

segunda-feira, 19 de março de 2012

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O QUE A IGREJA UNIVERSAL ESQUECE DE DIZER

O QUE A IGREJA UNIVERSAL ESQUECE DE DIZER

Domingo (18/03) assistimos perplexos e estarrecidos a reportagem exibida pelo Jornalista Marcelo Rezende, no Programa Domingo Espetacular, da Rede Record cujo dono é o Bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, sobre o provável enriquecimento ilícito do Bispo Waldomiro Santiago, da Igreja Mundial, as custas dos fiéis, o que a meu ver nada mais é do que "O Sujo falando do Mal Lavado"...porém o que denuncio aqui chega ser ainda mais estarrecedor e revoltante...O caso do adolescente Lucas Terra, onde a Igreja Universal faz vista grossa.

Lucas Terra, conforme denuncia do Ministério Público, foi abusado sexualmente e queimado vivo, aos 14 anos de idade. Os 3 acusados, envolvidos no crime são bispos e pastores da Igreja Universal do Reino de Deus, sendo que dois deles continuam pregando.

Segundo informações de Marion Terra, mãe de Lucas Terra, Fernando Aparecido da Silva, bispo de Feira de Santana, na Bahia e Joel Miranda, pastor da igreja de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, continuam "pregando" na igreja Universal e custam 1 milhão de reais que são pagos aos seus advogados.

O autor do crime, pastor Silvio Roberto Galiza, também da Igreja Universal...foi condenado a 18 anos, mas já recebeu o benefício do regime semi-aberto...as famosas e terríveis "BRECHAS DA LEI"

Dia 21/03 completam-se 11 anos da morte do adolescente 
Lucas Terra e o crime está prestes a prescrever e com isso os outros dois envolvidos, bispo e pastor, sairão IMPUNES.

O pai de Lucas Terra, o amigo Carlos Terra está acampando no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, um ato de protesto para cobrar celeridade da Justiça na pronúncia da sentença por parte do juiz e promete não sair de lá enquanto os 2 acusados na morte do filho não forem pronunciados.

Vamos ajudar o casal Terra...vamos pressionar enviando e-mails ao TJBH e à imprensa para que o caso, que por si só já é por demais REVOLTANTE, ganhe repercussão nacional e que a JUSTIÇA seja feita!

Enviem e-mails para ao presidente do TJ da Bahia, desembargador Mário Alberto Hirs, pedindo que os 2 acusados, envolvidos na morte do adolescente Lucas Terra; bispo Fernando Aparecido da Silva e pastor Joel Miranda, sejam levados à júri popular.

                      E-mails devem ser enviados para:
presidencia@tjba.jus.br

Contamos mais uma vez com a ajuda de todos os amigos de luta e com toda a sociedade civil, que não aguenta mais conviver com a IMPUNIDADE!

MARION TERRA (Mãe)
Tel.: (71) 9172-6884




Links Relacionados:

- MEMORIAL GABRIELA SOU DA PAZ: LUCAS VARGAS TERRA (PEDOFILIA)
REVISTA ZAP: CASO LUCAS TERRA NA ÍNTEGRA 

sábado, 17 de março de 2012

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De Vítima à Ré...Mãe perde o filho de apenas 6 anos atropelado e é processada pelo réu por danos morais


Mãe perde o filho de apenas 6 anos atropelado e é processada pelo réu por danos morais

Werwethon Fernando Assis de Jesus, de apenas 6 anos, foi atropelado pelo condutor da perua escolar que o trazia para casa. O fato aconteceu no dia 04/09/2008, em Barueri-SP. 

Segundo relato da mãe de Werwethon, Iolanda Silva Valverde,  o transporte escolar particular veio deixá-lo em casa, e a monitora Carina Ribeiro de Lima, não o acompanhou até a calçada,  nem o não entregou  a ninguém, deixou que ele atravessasse sozinho, apesar da mesma alegar que fez isso, mesmo diante dos testemunhos de vizinhos que afirmam que ela, a monitora, não desceu da perua e não conduziu o menino até o portão de casa, como deveria ter feito.

O motorista parou em frente, na contra mão, da casa de Werwethon, que juntamente com outra criança, filho da vizinha, saíram do transporte sozinhos; enquanto o motorista, segundo relato de terceiros, apenas observava a situação e estava com pressa porque havia esquecido 2 crianças na escola.

A testemunha afirma que o motorista olhou pelo o retrovisor para verificar se vinha carro, sem se preocupar com sua dianteira onde as crianças realizavam a travessia, foi quando acelerou o carro e passou por cima de Werwethon Fernando Assis de Jesus.

As pessoas começaram a gritar e pedir auxílio. A avó de Werwethon saiu para verificar o porquê da gritaria quando avistou o corpo do seu pequeno neto, no asfalto. O motorista só percebeu o ocorrido após os gritos das pessoas que ali se encontravam.

O condutor da perua escolar, Paulo Raimundo dos Santos, chegou a socorrer o pequeno Werwethon, mas o menino morreu a caminho do Hospital, no colo da avó.

Paulo Raimundo dos Santos foi indiciado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), mas não teve a carteira de habilitação aprendida e aguardava o julgamento em liberdade atuando como condutor de perua escolar em Jandira, interior de São Paulo.


Sentença
No dia 27/11/2011 o juiz proferiu a sentença ao motorista:

"Atne o exposto, julgo procedente a ação e o faço para condenar o réu Paulo Raimundo dos Santos como incurso no artigo 302, §único, IV, da Lei 9.503/97, e o condeno à pena privativa de liberdade de 02 anos e 0 meses e 20 dias de reclusão em regime inicial aberto, mais suspensão do direito de dirigir veículo automotor por 03 meses. Presentes os requesitos do art. 44, do Código Penal, substituo a Pena privativa de liberdade por duas restritivas de direitos, consistentes em prestação de serviços à comunidade por igual período ao da condenação e prestação pecuniária no valor de cinco salários mínimos aos sucessores da vítima.

Em 16/11/2011 o advogado de defesa fez a apelação.


Iolanda Silva Valverde, mãe do pequeno Werwethon, beija a lápide do seu filho 

De Vítima à Ré

E quando pensamos que já vimos de tudo e nos revoltamos e indignamos com algumas notícias, que nos ferem a alma, como essa da morte do pequeno Werwethon...a história pode ficar ainda mais revoltante!

Acreditem se quiserem...mas a Iolanda Silva Valverde, mamãe do pequeno Werwethon está sendo processada pela empresa que fazia o transporte escolar do seu filho, pois ela postou um comentário em um determinado site, onde a empresa fazia anuncio, a seguinte frase:

"O dono do transporte matou o meu filho Werwethon Fernando Assis de Jesus em 2008"

A audiência será no dia 21/03/2012 às 10:40 no Fórum de Jandira, onde a empresa pede uma indenização de R$ 12.400,00 por "Danos Morais"

É isso mesmo que vocês leram...eles negligenciaram os cuidados com o filho dela, o motorista matou o pequeno, foi condenado à prestação de serviços e agora ainda a processam por danos morais!

E se fosse seu filho??? O que você faria ?!

Recado deixado pela Iolanda, mamãe de Werwethon, no facebook em 21/03/2012

O dia de hoje foi tenso mais tudo se resolveu, acabaram desistindo do processo, obrigado aqueles que me ajudaram diretamente ou indiretamente; Beth, Tia Jú, Minha Mãe, Marta Maria Ribeiro ConsoliLucilene IsabelPedro Amadeu Dos Passos,Jose AntonioAdriana Oliveira BarbosaSandra Domingues me desculpe se me esqueci de alguém...

sexta-feira, 16 de março de 2012

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Acusado pela morte de Alexandre Andrade Reyes vai à julgamento pela 4ª vez


Acusado pela morte de Alexandre Andrade Reyes vai à julgamento pela 4ª vez

Depois de três julgamentos ora cancelado outras adiado, o acusado de ter tirado a vida do jovem cuiabano Alexandre Andrade Reyes vai à júri popular nos dias 26 e 27 de março às 13h. 

O réu Ismael Viera da Silva vai responder processo por homicídio doloso e porte de arma, no Fórum Central Criminal da Barra Funda em São Paulo (SP), no Plenário 7.
O julgamento entra na pauta pela 4ª vez, segundo a família da vítima, devido manobras do advogado de defesa do acusado.

Heitor Geraldo Reyes, pai de Alexandre, informou que o advogado de defesa tentou novamente pedir adiamento do júri, que foi negado pela Juíza do processo. “Ele já disse em todos os casos que o réu tem alto poder aquisitivo e tem sido assim, o advogado com manobras tenta adiar o julgamento para que o crime caia no esquecimento. É muito triste para a família que perdeu um ente querido e muito triste para o cidadão que acompanha o desfecho e vê como anda a justiça no país”. 

Diante dos fatos, a família convida os representantes de ONGs, imprensa em geral e pessoas que acreditam que uma vida não pode ser interrompida por um assassinato cruel que mata por motivo banal. Desta forma, aos que puderem, compareçam ao tribunal do Júri, como uma forma de apelo. “O clamor popular é que vai mudar esta situação”, declarou confiante Heitor. 

Dois advogados, Wantuir Luiz Pereira e Lauro Eubank, criminalistas de Mato Grosso e que trabalham como assistentes de acusação, representando a Associação dos Familiares Vitima da Violência (AFVV) estarão acompanhando Heitor Geraldo Reyes no julgamento.

Integrantes do UDVV (União em Defesa das Vítimas da Violência) em São Paulo, também acompanharão o julgamento, para prestarem solidariedade à família de Alexandre e ao amigo de luta Heitor Reys.

O que a família e a sociedade espera é que seja feito Justiça!

Julgamento aberto ao público

Data do Julgamento: 26 e 27/03 
Horário: às 13:00h 
Local: no Fórum da Barra Funda, plenário 7
São Paulo - SP





Alexandre Andrade Reyes, cuiabano, ex-aluno do Colégio Salesiano São Gonçalo, teve a vida ceifada banalmente com um tiro na nuca, disparado por um motorista no trânsito da cidade de São Paulo, em 23 de maio de 2008. Na época, tinha 18 anos. Morreu após discussão (de trânsito) na Avenida Engenheiro Arruda Pereira, na região do Jabaquara, Zona Sul de São Paulo, numa noite de sexta-feira.

Alexandre estava de carona no carro, um Corsa, do colega Fernando Darson Pereira, quando recebeu o tiro na nuca disparado pelo motorista de um veículo modelo Montana. Também estavam no Corsa, Anderson Yuzo Mino e Lucas Rodrigues Singh, amigos da vítima.

A briga foi motivada por uma freada brusca do Corsa, quando a Montana diminuiu a velocidade para passar sobre uma lombada. Apesar de não terem se chocado, houve uma discussão. No momento da freada, Ismael Viera da Silva foi até à janela da picape e pediu a uma mulher que o acompanhava que lhe entregasse uma arma. Apontou a arma em direção de Alexandre e atirou, fugindo em seguida. 

Alexandre foi socorrido por outro motorista até o Pronto Socorro do Jabaquara, mas já chegou sem vida. De acordo com a denuncia do Ministério Público, Ismael Viera da Silva é considerado réu e vai responder processo por homicídio doloso e porte de arma.

Filho de Taís Andrade e Heitor Geraldo Reyes, Alexandre morava há quatro anos em São Paulo, com a mãe e irmãos, desde a separação dos pais. Seu grande sonho era ser engenheiro mecânico.

Link Relacionado:



quinta-feira, 15 de março de 2012

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Julgamento do pai acusado de matar o filho...foi feito de fato JUSTIÇA?!


Que pena merecia um PAI que MATOU o filho?

Foi feito de fato Justiça?!

Não foi esse o sentimento que tivemos ao sairmos do julgamento de Alexandre Franco, condenado a 24 anos, 10 meses e 20 dias de prisão, inicialmente  em regime fechado, por ter assassinado o filho de apenas 6 anos de idade, o pequeno Nicollas Maciel Franco, em 23 de dezembro de 2010, antevéspera de Natal!

A sentença lida, por volta das 21h10 do dia 14 de março de 2012, pelo juiz Alexandre Andreta dos Santos, no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, foi recebida com um certo alivio pela mãe do pequeno Nicollas, Maria do Carmo Maciel, que temia pela absolvição, porém para os demais integrantes do Grupo Justiça é o que se Busca o sentimento que ficou foi o de IMPUNIDADE.

Entendemos que não houve empatia por parte do Juiz ao determinar o tempo da pena a ser aplicada, levando-se em consideração que o assassino depois de ter cumprido 1/3 da pena já terá direito ao regime semi-aberto. 
Uma vez que ele já está preso há 1 ano, daqui à 7 anos ele já gozará da liberdade parcial e ao cumprir 2/3 da pena terá direito à liberdade total.
É justa a sentença para um pai que MATA o filho cumprir apenas 16 anos de prisão, sendo que depois de 8 anos já terá direito ao regime semi-aberto!?

A "Justiça" foi feita, aproveitamos para parabenizar o excelente trabalho desenvolvido pelo promotor de Justiça, Dr. André Luiz Bogado Cunha, e também o assistente de acusação Dr. Cristiano Medina da Rocha, que teve uma atuação brilhante, porém a sensação de IMPUNIDADE sobressaí, uma vez que ciente das BRECHAS da nossa LEGISLAÇÃO era de se esperar que o Excelentíssimo Senhor Juiz Dr. Alexandre Andreta dos Santos, determinasse uma pena compatível e digna com o crime cometido, e que o acusado de ASSASSINAR o próprio filho tivesse no mínimo, a pena máxima aplicada.

A sensação é de que não houve empatia por parte do Juiz, que se limitou a fazer apenas o que a lei determina, porém não estipulou a pena com um coração de pai, com o coração voltado à sociedade que clamava e aguardava por JUSTIÇA.

Poderia se dizer que houve JUSTIÇA, caso fosse determinado que o assassino iria cumprir, ao menos, os 24 anos de cadeia enjaulado, como bicho feroz que é e demonstrou ser ao jogar o próprio filho de apenas 6 anos de idade no Rio Tietê. Ver o pequeno e indefeso corpo ser arrastado e sumir em meio as águas podres e fétidas e não tentar socorrê-lo e mais...ir para São Vicente, na Baixada Santista, na manhã seguinte ao crime e tomar banho de mar, beber  cerveja e comer camarão, num quiosque na beira da praia...enquanto à mãe da criança e a família desesperada procurava pelo corpo do filho, uma vez que ele próprio ligou e anunciou que havia matado o menino e que a mãe nunca mais iria ver a criança.

Diante das BRECHAS DA LEI...o mínimo que se esperava era que o JUIZ determinasse uma pena DIGNA E COMPATÍVEL com o crime...já levando em conta os benefícios e regalias que esse monstro, que levava a alcunha de pai, terá e que em breve será devolvido à sociedade!

O maníaco da Cantareira foi condenado a 57 anos por matar um menino desconhecido...
Lindemberg a 98 por matar a ex namorada...
O juiz Alexandre Andreta dos Santos apenas se limitou a aplicar a Lei sem empatia alguma com o caso.

Considerou que o homicídio causou trauma à ex-mulher de Alexandre Franco, Maria do Carmo Maciel, e à família dela. "O fato de ser crime contra uma criança aumenta a pena em um terço, e como a vítima era filho do acusado, o crescimento da pena é de mais um sexto", disse o magistrado ao ler a sentença.

Daqui à 7 anos o filhinho que a Maria do Carmo Maciel carrega no ventre terá 6 anos de idade, a mesma idade que tinha o pequeno Nicollas, e esse MONSTRO estará nas ruas...O que ele será capaz de fazer com o filho dela, fruto de um novo relacionamento, depois de ter sido capaz de matar o próprio filho, para se vingar da mãe do menino?!

Repórter Marcelo Moreira da Band

Adriana Oliveira Barbosa, mãe de Luis Paulo Oliveira Barbosa, e também integrante do Grupo Justiça é o que se Busca (que é formado por familiares de vítimas, ativistas e Movimento que lutam por Paz e Justiça), muito abalada saiu do julgamento aos prantos, inconformada, lamentando. "Se um pai que mata o próprio filho é sentenciado a 24 anos de prisão, que pena será aplicada ao assassino do meu filho?"

Luis Paulo foi assassinado, por motivo torpe, aos 20 anos de idade, 1 dia depois do assassinato do pequeno Nicollas, na véspera de Natal, por 1 professor da FATEC, ao tentar separar uma briga de trânsito, na porta do trabalho onde o jovem aguardava o horário para entrar em serviço.
1 ano e 3 meses depois o professor aguarda o julgamento em liberdade e pior...lecionando!




REVISÃO DO CÓDIGO PENAL JÁ!!!

A sociedade não aguenta mais ter que conviver com tanta impunidade e com a inversão de valores...onde as vítimas têm que viver aprisionadas à sentença perpétua da dor da saudade e aceitar a pena de morte que foi imposta aos entes vitimados, enquanto os assassinos continuam gozando das BRECHAS DA LEI e da CARA DA SOCIEDADE!!!! 

Ajude nos a mudar essa realidade assinando o abaixo-assinado da Campanha Pelo Fim da Impunidade:

www.pelofimdaimpunidade.com.br


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Justiça Feita para os meninos da Serra da Cantareira


Ademir Oliveira Rosário, de 36 anos, também conhecido como Maníaco da Cantareira, foi condenado, na noite de terça-feira (13), a 57 anos de prisão pelas mortes dos irmãos Francisco Ferreira de Oliveira Neto, de 14 anos, e Josenildo José de Oliveira, de 13, na Serra da Cantareira em 22 de setembro de 2007. 

A decisão do juiz Gilberto Ferreira da Cruz, do Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, fixou para o início do cumprimento da pena o regime fechado, negado o recurso em liberdade.

A sentença afirmava que, "por se tratar de réu perigoso e violento, reedito e ratifico o decreto de prisão preventiva, visto que os seus pressupostos fáticos e requisitos jurídicos (genéricos e específicos) estão até agora presentes e reforçados, em especial a necessidade do Estado materializar a efetiva aplicação da lei penal e garantir a ordem pública".

O outro acusado de cometer os crimes junto com Ademir, Élson José Messagi, foi condenado em outubro de 2009 a 31 anos de reclusão. 



Bastante emocionada, a mãe dos meninos, Rita de Cássia Alves de Oliveira, diz que a justiça foi feita, mas também culpa o Estado. 

- Em minha opinião, ele não deveria ter saído nunca de onde ele estava porque ele é uma pessoa que não pode estar junto da sociedade. 

Rita também disse que sentiu nojo ao ouvir o depoimento de Rosário, que durou cerca de 20 minutos – ele chegou a dizer que só matou um dos garotos. 

- Senti nojo e muita revolta ao ouvir o que ele fez com os meus filhos. Saber é uma coisa, mas ouvir da boca dele é outra completamente diferente.


O Movimento União em Defesa das Vítimas de Violência acompanhou o julgamento e prestou solidariedade. Os integrantes do coletivo levaram cartazes que diziam que os garotos foram vítimas das brechas da lei. 

O advogado Marcos Figueiredo Martins, que fez a defesa de Rosário, tentou usar o argumento de que seu cliente era deficiente mental e deveria ser instalado em um hospital psiquiátrico, e não em uma cela comum. 

O julgamento durou cerca de seis horas e não teve testemunhas e foi composto por dois homens e cinco mulheres. 

Mortes
De acordo com a Polícia Civil o réu confessou matar os irmãos na mata. Ele também teria abusado sexualmente das vítimas antes de matá-las. O Maníaco da Cantareira já cumpria pena por outros crimes. Ele estava preso na Casa de Custódia de Taubaté, cidade a 130 km de São Paulo, onde teve uma avaliação psiquiátrica que comprovou uma "tendência psicopata". 

Mesmo com esta comprovação, em setembro de 2006, Rosário foi transferido para o Hospital Psiquiátrico de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, onde conseguiu autorização da Justiça para passar os fins de semana fora da cadeia e ficar mais próximo da família, que morava na Serra da Cantareira. 

Nos fins de semana, no meio da mata, Rosário atacava os adolescentes. Às segundas-feiras, o maníaco voltava para o hospital, sem despertar suspeitas. Além do duplo homicídio, Rosário também responde por crime de atentado violento ao pudor de 19 jovens. 

Fonte: R7

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